Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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8.3.06

 


Mais uma vez, ouçamos uma fala cheia de sabedoria!


O texto abaixo transcrito é trecho de uma pregação feita no Vaticano na Quaresma de 1983 pelo então cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. O texto foi-me enviado por amigos portugueses, aos quais agradeço essa oportuna remessa. Oportuna, sim, porque o que ali está dito serve como um alerta para muitos católicos brasileiros, incluindo entre eles – infelizmente – muitos de nossos pastores.

"No que respeita a sinal, só lhes será dado o de Jonas"

"Esta geração pede um sinal". Também nós esperamos a manifestação, o sinal do sucesso, tanto na história universal como na nossa vida pessoal. Por isso, perguntamos se o cristianismo transformou o mundo, se produziu esse sinal de pão e de segurança de que falava o diabo no deserto (Mt 4,3s). De acordo com a interpretação de Karl Marx, o cristianismo dispôs de tempo suficiente para estabelecer a prova dos seus princípios, para provar o seu sucesso, para demonstrar que criou o paraíso terrestre; para Marx, depois de todo este tempo, seria necessário apoiar-nos agora em princípios diferentes.

Esta argumentação não deixa de impressionar muitos cristãos que chegam a pensar que seria necessário, pelo menos, inventar um cristianismo muito diferente, um cristianismo que renunciasse ao luxo da interioridade, da vida espiritual. Mas é precisamente assim que eles impedem a verdadeira transformação do mundo, que se baseia num coração novo, num coração vigilante, um coração aberto à verdade e ao amor, um coração libertado e livre.

Na raiz deste pedido descarado de um sinal está o egoísmo, a impureza de um coração que só espera de Deus o sucesso pessoal e uma ajuda para afirmar o absoluto do eu. Esta forma de religiosidade é a recusa absoluta de conversão. Mas quantas vezes não dependemos nós mesmos do sinal do sucesso! Quantas vezes não reclamamos o sinal e recusamos a conversão!


posted by ruy at 3:10 da tarde

 

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