Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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13.11.05

 


O necessário triângulo


[Os visitantes mais antigos deste pequeno oásis certamente vão se lembrar de que o tema do “post” de hoje já foi abordado umas duas ou três vezes.Entretanto, acredito que o assunto é de tal modo relevante que não seja perda de tempo retornar a ele].

Acho que as relações humanas –todas elas – na maior parte do tempo ocorrem à moda de um pingue-pongue, no compasso de um jogo que muitas vezes pode ser monótono, cansativo ou tremendamente desgastante.Isso, para um leitor desatento, que nunca tenha pensado no assunto, pode soar com o timbre de um melancólico pessimismo neste escriba, porém, se observarmos bem o nosso dia a dia, veremos que as coisas se passam assim mesmo.O eu é sempre uma inevitável e forte presença dominadora.Juntem-se dois eus e está armado o pingue-pongue.

Ao longo dos séculos que se sucederam ao colapso daquele mundo que fora uma Cristandade, infelizmente – talvez pela influência do protestantismo – veio acontecendo entre os cristãos, incluindo entre nós católicos, um certo predomínio do ethos sobre o logos , como se o cristianismo fosse, basicamente, um compêndio de moral.

Ora, há um momento no Evangelho em que o Cristo diz claramente que não tinha vindo para acabar com Lei ou os profetas, mas, sim, para levá-los à perfeição (São Mateus, Cap. 5, vs.17).Perguntaria alguém: e por que a vinda do Cristo implicava a perfeição da Lei e dos profetas? Creio que podemos responder: justamente porque ele veio!

Esta resposta, amigo leitor, ainda que pareça, não é uma tautologia.A definitiva presença do Verbo Encarnado entre nós torna possível o pleno cumprimento da Lei, torna possível o pleno seguimento das lições proféticas.Agora, pode existir entre nós, invisível porém real, um legítimo – e desejável - triângulo amoroso .

E por que escrevi pode existir ? Pela razão de que a definitiva presença do Senhor entre nós, com a pletora de Graças que isso implica, não elimina a nossa liberdade, o nosso livre arbítrio.

Costumamos rezar ao nosso Anjo da Guarda pedindo que ele nos governe.Esse angelical governo, conforme nos ensinam os doutos (ver, por exemplo, o bem explicado livro de Mortimer J. Adler) se faz em nossa memória e em nossa imaginação, já que mesmo os anjos não podem agir sobre a nossa vontade.Por isso, precisamos pedir a esse infalível guardador que nos faça recordar, em TODOS OS MINUTOS de nossa vida, aquele legítimo e desejável triângulo amoroso, assim constituído:
- o Senhor, o nosso próximo (quem quer que ele seja) e nós mesmos.

Bom domingo para todos os poucos leitores deste “blog” !


posted by ruy at 9:16 da manhã

12.11.05

 


Os “pobres” e os “excluídos”


Um amigo enviou-me pela Internet a transcrição de um recente artigo, escrito por um conceituado bispo brasileiro, cujo tema é a beatificação de Charles de Foucauld, o fundador da ordem dos Irmãozinhos de Jesus. Antes de continuar devo dizer que o adjetivo “conceituado” ali em cima justifica-se pelo prestígio que a mídia confere ao referido eclesiástico.

Ao expor em seu artigo a biografia resumida do novo beato, o autor do texto registrou, com muita justiça, a nítida opção de Foucauld pela vida quase eremítica, discreta, com uma discrição semelhante àquela com que o Cristo viveu em Nazaré.Entretanto, fez questão de escrever também uma frase que, na minha opinião, merece certo reparo. Refiro-me ao trecho em que o senhor bispo escreve estas palavras: “Quanto bem continuará fazendo ao nosso tempo a vida de Charles de Foucauld, irmão dos pobres e dos .excluídos”. Mais especificamente, estou me referindo ao final da frase, irmão dos pobres e dos excluídos .

Notemos que o título do artigo que estamos comentando é justamente “Irmão universal Charles de Foucauld”. Ora, como universal significa mesmo universal, salvo melhor juízo, o problema surge se tomarmos em sentido estrito os termos “pobres e excluídos”.

Faz dezessete anos, escrevi um longo poema, com o título “Os Pobres”, que começava assim:

Os pobres? Ora, deixem-me falar sobre os pobres.
Não vejo face encovada,
Não vejo doença nem fome,
Nem roupa suja em frangalhos,
Não vejo teto de zinco,
No alto de morro carioca;
Não vejo mão estendida,
Esmolando no sinal;
Não vejo manchete de jornal,
Nem cenas de vídeo coloridas –
Lugares-comuns, pobreza publicada.


E depois de muitos versos, em que descrevo a difícil vida cotidiana de pessoas comuns, pessoas que provavelmente não se encaixam na frase do senhor bispo, quase no final do poema escrevo o seguinte:

Vejo um homem milionário,
Tão rico e trabalhador,
Que nunca lê poesia,
E nunca pensa no amor.


Creio que faz muito tempo coloquei neste “blog” as palavras finais de Antoine de Saint-Exupéry, o celebrizado autor de O Pequeno Príncipe, no livro “ Terra dos Homens”. Vou, pois, repetir a citação:

O que me atormenta não é essa miséria na qual, afinal, a gente se acomoda.Gerações de orientais vivem na sujeira e gostam de viver assim.
O que me atormenta, as sopas populares não remedeiam. O que me atormente não são essas faces escavadas nem essas feiúras.É Mozart assssinado, um pouco, em cada um desses homens.
Só o Espírito, soprando sobre a argila, pode fecundar o Homem.


Pois é, muitos eclesiásticos deste país (entre eles provavelmente o autor do artigo ora comentado) talvez tenham pensado que isso de falar em Mozart seria bobagem, seria pura perda de tempo. Hoje está aí, no Brasil, para quem tem olhos e ouvidos bem abertos, no que deu a procura do “tudo pelo social”, com o paralelo esquecimento da vida do espírito.Ou, em outras palavras, senhor bispo, existem outros tipos de “pobreza” e “exclusão”, diferentes das convencionais, diferentes dessas que servem de degraus para os demagogos e os fanáticos.

Perdoem meu desabafo.


posted by ruy at 1:00 da tarde

10.11.05

 


Charles de Foucauld


Hoje de manhã li, em um “site” católico americano, que no próximo dia 13, domingo, será beatificado Charles de Foucauld, o idealizador da ordem dos Petits Frères , dos Irmãozinhos de Jesus.. Por uma curiosa coincidência, esse ato solene da Igreja (um ato que certamente já está programado há muito tempo) vai ocorrer nestes mesmos dias em que estão acontecendo os sérios distúrbios sociais na França , envolvendo imigrantes africanos, constituídos em grande parte por pessoas de religião muçulmana.Também hoje de manhã recebi mensagem do meu amigo M..., trazendo a transcrição de uma longa entrevista dada por Leonardo Boff, na qual o teólogo rebelde dá várias e desenvoltas opiniões sobre política e religião, incluindo entre essas opiniões uma sobre o relacionamento entre a civilização ocidental e o mundo islâmico.

Pois é, brevemente será beatificado Charles de Foucauld, um francês de família nobre, oficial do Exército, que um belo dia, no início do século XX, largou tudo,-família, dinheiro, honrarias militares – para recolher-se ao silêncio a ao abandono no deserto, em um país de muçulmanos, para viver na mesma discrição em que teria vivido Nosso Senhor Jesus Cristo na casa de Nazaré, antes de iniciar sua pregação entre nós, os desterrados filhos de Adão.E ali, naquele ermo, onde livremente escolhera viver o resto de sua vida terrena, aquela francês que havia sido rico e de família nobre, que havia sido um mundano, morreria assassinado, martirizado pelas mãos de um seguidor de Maomé.

Faz muitos anos, mais de cinqüenta, li um livro, escrito por uma brasileira, no qual ela contava a maravilhosa história de Charles de Foucauld.Infelizmente esse livro acabou sendo perdido em uma das muitas viagens que fiz.

O irreverente humorista Millor Fernandes já andou ridicularizando o lugar-comum que afirma isto: “uma imagem vale mais do que mil palavras”.Entretanto, descontando o exagero dos que repetem aquela frase sem ter o cuidado de usar um grão de sal, poderíamos aplicá-la às várias fotografias que a nossa escritora inseriu no citado livro. É impressionante o contraste que percebemos de imediato quando comparamos as fotos do antigo tenente Charles de Foucauld, lábios sensuais, olhos orgulhosos, trajando seu brilhante uniforme, com as fotos daquele novo homem, de face envelhecida, queimada pelo sol do deserto, vestido agora com uma túnica grosseira, como se fosse um beduíno.Comparemos, sobretudo, os olhos; os olhos onde houvera o brilho da luxúria e da soberba, agora irradiavam a humildade e a paz.

Pois é, Charles de Foucauld não saiu pelo mundo fazendo palestras bombásticas, pregando soluções simplistas para os problemas do mundo, soluções imaginadas por quem nunca se debruçou demoradamente sobre o profundo mistério da história, esse mistério que moveu o árduo trabalho feito pelo hoje injustamente esquecido autor de DOIS AMORES, DUAS CIDADES.Charles de Foucauld optou pelo apostolado silencioso da vida comum, alimentada pela oração silenciosa diante do Sacrário. Ali onde ele deve ter dito tantas vezes:
- Mon Père, faites de moi ce que Vous voudrez. Je m’abandonne à Vous!

Logo, se DEUS quiser, poderemos rezar confiantes, publicamente:

- São Carlos de Foucauld, rogai por nós !


posted by ruy at 2:17 da tarde

9.11.05

 



Senso de humor e civilização


Se a memória não me engana, faz um bom tempo que já abordei o tema deste “post” . Entretanto, o assunto é tão importante e oportuno que não vejo inconveniente no retorno.

Parte da minha infância e da minha adolescência coincidiram com a segunda Guerra Mundial.Devido à compreensível influência americana, naquela época começou a circular no Brasil uma versão traduzida da revista Reader’s Digest, a Seleções do Reader’s Digest, ou simplesmente Seleções como ficou e até hoje é conhecida.

Um dos atrativos daquele mensário era (e ainda é) a presença de um bom número de pequenas histórias engraçadas, a maior parte delas tendo como cenário a vida comum nos Estados Unidos.Lembro-me sempre de algumas dessas histórias, como a do menino que se trancou no banheiro e, depois de assustar toda a família, só abriu a porta quando um experto bombeiro lhe disse do lado de fora, junto á porta: “garotinha, eu quero falar com você”. O pirralho rapidamente abre a porta e, com as mãos na cintura, diz bem brabo: “eu não sou nenhuma garotinha!”

Outra historieta engraçada (creio que também a li na Seleções) é a do pianista e seu macaquinho.Um pequeno bar em Nova York atraia muitos fregueses graças a um excelente pianista, conhecedor de um largo repertório de músicas populares. Mas, o artista possuía um macaquinho buliçoso que vivia mexendo com as pessoas que iam ao bar para beber e conversar.O dono do estabelecimento tolerava as gracinhas do animal para não perder o pianista.

Um belo dia, chega ao bar um freguês novo, que não conhecia nem o pianista e nem seu bicho de estimação.Chega, senta-se e pede um uísque.No instante em que vai beber, vem rápido o macaco e bebe o uísque. O homem acha o fato insólito muito engraçado e pede outra dose.Quando vai beber, de novo o animal vupt!, entorna na garganta a bebida.Aí o recém chegado começa a ficar aborrecido, mas pede mais uma dose. Pela terceira vez, o insolente vem rápido e bebe o uísque. O homem não agüenta. Levanta-se enraivecido, vai ao pianista e diz-lhe em voz alta: “seu macaquinho está bebendo todo o meu uísque!”. Ao que responde impassível o pianista: “essa eu não conheço, mas assobia que eu acompanho!”

Pois é, historietas desses tipos traziam uma coisa nova, diferente das nossas costumeiras piadas pesadas, indecentes, em que o herói macunaímico era o nosso tradicional papagaio ou o super irreverente Pedro Malasartes.Creio que começávamos a descobrir, nas páginas de uma revista popular (note bem isto, leitor: uma revista popular), um outro gênero de humorismo, aquele que celebrizou Bob Hope e outros humoristas americanos.Um humorismo inteligente, que usa, basicamente, o nuclear efeito da surpresa, a qual, segundo Bergson, é a causa espontânea do riso humano.

O bom uso da inteligência é conexo ao grau de civilização de um povo.Se um povo, por não ter aprendido a fazer um uso mais apurado da inteligência, for incapaz de perceber o ridículo atroz existente em muitas atitudes dos políticos de seu país, esse povo poderá até sorrir tolamente diante dessas atitudes, mas fechará seus olhos para os eventuais descalabros causados por aqueles que o governam..


posted by ruy at 4:02 da tarde

8.11.05

 


Uma ressalva ao “post” de ontem


[Me perdoem, mas tenho que fazer uma ressalva ao que eu mesmo escrevi ontem]
Faz mais ou menos uns quarenta anos, um padre alemão, meu amigo e com quem eu costumava conversar, contou-me um fato ocorrido com um velho professor dele no seminário e que havia sido missionário na África. Certa vez, ao tentar ensinar a um preto idoso os dez Mandamentos, o ensinante foi interrompido pelo discípulo que lhe disse estas palavras: “padre, isso tudo eu já sabia; só não sabia numerar 1o., 2o. , 3o. etc.”

Pois é, ao redigir o “post “ de ontem posso ter passado para o leitor algumas idéias capengas. Se não, vejamos.

Posso ter, sem querer, valorizado um modo “legalista” de observar os Mandamentos, uma atitude desprovida de sadia espontaneidade, essa boa espontaneidade que surge de uma piedade autêntica, que não é a de um pietismo sentimental, alheio ao silencioso mistério da vida.

Posso ter, ainda sem querer, induzido o leitor a achar que seria desejável um tipo de “padronização” das nossas famílias católicas, uma forma de “totalitarismo da fé”, algo que o próprio DEUS jamais quis para a humanidade.

Com respeito a esse segundo lapso do Ruy, acho que seria bom, neste momento, ler o que o então Cardeal Ratzinger escreveu em seu livro que, em boa hora, foi traduzido para o português: “O Sal da Terra”. Infelizmente, ainda não li esse livro, mas vou citar um trecho que me foi enviado por um jovem amigo, alguém que, apesar de moço, já mostra sinais de promissor amadurecimento. Vejamos.

O que o senhor considera mais fascinante em ser católico?
Fascinante é esta grande história viva, na qual entramos, o que, já em termos humanos, é algo de especial. Fascinante é que uma instituição com tantas fraquezas e falhas humanas se mantenha na sua continuidade e que eu, ao viver nesta grande comunidade, possa saber que estou em comunhão com todos os vivos e os mortos; e que nela também posso encontrar uma certeza sobre o essencial da minha vida- ou seja, o DEUS que está voltado para mim, uma certeza sobre a qual posso fundar minha vida, com a qual posso viver e morrer.


Talvez tenhamos de nos despedir das idéias existentes de uma Igreja de massas. estamos possivelmente perante uma época diferente e nova da história da Igreja. Nela, o cristianismo voltará a estar sob o signo do grão de mostarda, em pequenos grupos, aparentemente sem importância, mas que vivem intensamente contra o Mal e trazem o Bem para o mundo; que dexam Deus entrar. Vejo que há muitos movimentos desse tipo. Não quero dar exemplos concretos. De fato, não há conversões em massa ao cristianismo, não há uma mudança histórica paradigmática nem uma virada. Mas existem formas fortes de presença da fé que voltam a dar ânimo, dinamismo e alegria às pessoas; presença da fé que significa alguma coisa para o mundo. (do livro Sal da Terra, do então Cardeal Joseph Ratzinger)


Note o leitor o modo sereno com que Ratzinger se refere às fraquezas e falhas humanas existentes na Igreja. Apesar delas o sal realiza o seu benéfico efeito, mesmo porque a força do sal procede da invisível e superpoderosa ação do Espírito Santo.Não é fruto de um mero aglomerado humano que se acredita melhor que os demais homens situados fora do seu “inner circle”(isso me faz lembrar certo partido político brasileiro cujo nome é essencialmente farisaico).

Feitas estas ressalvas, acho que o “post” de ontem possa ser mais bem compreendido e aceito pelos visitantes deste pequeno oásis.



posted by ruy at 3:58 da tarde

7.11.05

 




As sorridentes faces da desesperança


Quando lemos os escritos de Mortimer Jerome Adler, mesmo aqueles que abordam temas mais profundos, somos surpreendidos pela linguagem repleta de simplicidade que é usada por esse grande pensador americano que, apesar de não ter recebido sequer um diploma do Segundo Grau, foi agraciado em seu país com o título de PhD, em virtude da notória sabedoria a que ele chegou por meio de seu próprio esforço e mérito.

Um dos textos em que ele trata especificamente do problema da educação (que Adler, enfaticamente, afirma que não deve ser confundida com escolaridade ) é o de uma esclarecedora entrevista dada pelo nosso autor na qual ele diz isto:
- “somente adultos podem ser educados”.

Nessa mesma entrevista Adler faz uma firme crítica aos pais de família americanos por eles considerarem a escola simplesmente como uma instituição formadora de futuros gladiadores na desumana arena da luta pela vida. Leiamos as próprias palavras do ilustre pensador:

Education is not for the sake of earning a living. American parents and teachers have for many years thought otherwise, unfortunately. Most American parents send their children to school in order to help them get ahead in the world -- by beating their neighbors. They think school is the place to learn how to make a better living -- "better" only in the sense of more money.

This is not the meaning of school or of education. No one has to go to school in order to earn a living. Our grandfathers did not. Perhaps we need schools to train men for the learned professions, but not for the ordinary jobs of an industrial society. The basic tasks of an industrial society can be learned on the job. There is no need for vocational training in the schools.


Na minha opinião, o que Adler fala sobre os pais americanos aplica-se também – infelizmente – aos pais brasileiros.Ora, esse tremendo erro “educacional”, cometido pelas famílias, é uma das causas da generalizada “cultura da desesperança” em que estamos vivendo no mundo moderno.Troquemos em miúdos, ainda que isso traga chuvas e trovoadas para cima do Ruy.

Façamos um levantamento, de norte a sul deste país, para verificar a quantidade de famílias católicas para as quais as virtudes básicas, essenciais resumem-se no cumprimento dos 4o., 5o. e 7o. Mandamentos do Decálogo (em famílias pouco mais exigentes, também o 6o. recebe uma atenção especial).Dirá o leitor aborrecido comigo: “péra aí, Ruy! Já é alguma coisa, muito melhor do que nada!”

Amigo leitor, não creio que seja bom nos acomodarmos a essa maneira simplificadora de encarar o assombroso mistério da nossa existência. Essa acomodação gera a mediocridade da qual Adler, lucidamente, detectou um aspecto. Uma difusa mediocridade que se exterioriza nas risonhas faces de uma alienada desesperança. Façamos, pois, a pergunta-chave:

- em quantas das famílias católicas brasileiras os pais estão hoje de fato preocupados com que seus filhos busquem, sobretudo, a santidade, e não apenas estabelecer-se com segurança em uma honesta e bem paga profissão?




posted by ruy at 12:39 da tarde

 

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