Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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13.8.05

 

Pequena homenagem a um “menino” que acabou de receber seu diploma universitário


[O poema já estava escrito há muitos anos]

Ante um retrato antigo


Para crer em Ti, Senhor,
não preciso dos argumentos -
lindamente construídos –
do grego ilustre ou do italiano sábio e santo.
Basta-me apenas ver aquele sorriso meigo,
aquele olhar puro de criança,
fixados nas cores de um retrato.

Como não sentir, através daquela foto antiga,
não apenas o sangüíneo e bom laço afetivo,
mas a Tua presença mesma, Senhor,
sob o rosto inocente de um menino?


posted by ruy at 12:56 da tarde

11.8.05

 




Uma Causa, um Corpo de Idéias ou uma Pessoa ?


Este “blog” é com certeza uma exceção entre os muitos outros “blogs” que fluem pela “web” .Podemos mesmo admitir que seja o que se pode chamar um “blog” maçante, um “boring blog”.Falta-lhe a leveza, a agradável descontração de seus colegas da Internet.Paciência... Ele é escrito mesmo para ser lido por um pequeno grupo de fiéis visitantes do oásis, supostos católicos em sua maioria.Por tais razões acho que posso escrever o que vai a seguir exposto.

Diante do que vem se passando no mundo e em nosso país, diante dos nossos próprios problemas pessoais, ligados à nossa história individual e à nossa inserção na agitada realidade moderna, pergunto:
- como nós, católicos, vimos respondendo a esses diários desafios, a essas lutas externas e internas ao nosso eu?
Vamos ver possíveis opções de resposta, ou pelo menos as opções que podem caber em uma lista mínima e bem esquemática.

Quando falo na Igreja, isto é, sobre a Igreja, quando me afirmo como católico, penso logo numa Causa que deve, precisa ser defendida? Penso logo em ler e escrever textos apologéticos em defesa do papa, em defesa das severas restrições morais que vêm de Roma para a sociedade dos homens? Penso logo em falar, e escrever sobre o crescimento indiscutível e preocupante das seitas, das pseudo-religiões que adulam a machucada sensibilidade dos cidadãos que habitam nas grandes cidades?Penso logo em enviar e-mails e cartas de protesto aos deputados e senadores que defendem o indefensável aborto ou o abjeto “casamento” entre homossexuais? Penso logo em organizar protestos contra o cerceamento da liberdade de ensino (o mal denominado “educação”), mormente contra as maldosas restrições feitas pelo Estado aos colégios ditos “católicos”?

Ou quando penso na Igreja, quando me lembro da Igreja, o que me vem logo à memória é um imenso Corpo de Idéias, veneráveis idéias verdadeiras? Penso logo no maravilhoso patrimônio intelectual em que estão guardadas as obras de sábios, muitos deles santos? Penso logo em um conjunto de sensatas doutrinas que nos permitem equacionar até mesmo os super difíceis problemas da guerra e da paz, equacionado-os com a mais elaborada prudência? Doutrinas que justificam plenamente a existência de algo hoje meio ou bastante esquecido e que se chama patriotismo .

No esquema que propus neste “post” , a terceira opção é a de uma atitude primeira ( reveja os parágrafos anteriores, amigo leitor, e observe como várias vezes grifei em negrito a palavra logo ) mas não excludente das duas outras já expostas. E primeira no duplo sentido, no de ser a que deveria preceder no tempo as outras atitudes e no sentido de ser mesmo a mais importante. A atitude que está fazendo – segundo penso – uma imensa falta entre nós católicos.

Essa primeira atitude é a de que quem fez e, sobretudo, procura refazer diariamente , um encontro bastante pessoal com o Cristo, com o Senhor Jesus. A atitude de quem está sempre e, sobretudo, profundamente admirado do mistério da Encarnação, do mistério da fecunda Virgindade de Maria, do mistério da Eucaristia, do mistério da Ressurreição, esse tanto mais misterioso quanto mais refletimos sobre o fato de Jesus não ter aparecido diante dos sacerdotes judeus nem diante de Pilatos para dizer a seus algozes: “vejam, estou aqui, estou vivo”.

Mortimer Jerome Adler ensina-nos que o processo educativo é conduzido pela pessoa adulta até o último segundo de vida neste mundo.Se essa pessoa é a de um católico, espera-se que haja um progressivo amadurecimento na procura da santidade, incluindo nessa procura um amor de caridade para consigo mesmo (ver o livro do Eclesiástico, cap.14, vs.5:”Para quem será bom aquele que é mau para si mesmo?”). Se nos esquecermos disso, aquelas duas atitudes a que nos referimos no início deste “post” podem levar-nos a um tipo de moralismo ou de sectarismo , ou a ambos.


posted by ruy at 10:57 da manhã

 

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