Despoina Damale

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28.6.05

 




A importância sempre atual de um certo livro


[Um parêntese. Se o leitor não acredita que Jesus Cristo seja DEUS, seja a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Verbo de DEUS encarnado, então o “post” de hoje nada significa para esse mesmo leitor.Nesse caso, seria melhor parar a leitura e tratar de outro assunto]

Quando Jesus, o Cristo, esteve visível entre nós, naquela Palestina distante no espaço e no tempo, sua vida terrena desenrolou-se em meio a inúmeras injustiças, hoje impensáveis, ou pelo menos impensáveis dentro das nações supostas civilizadas.Existia a escravidão, existia a posição inferior, humilhante, da mulher na sociedade; existiam governos prepotentes e muitas vezes sanguinários, existiam a tortura e os castigos físicos aplicados legalmente pelas autoridades judiciais.

Tudo isso constituiria, sem dúvida, farta e justa motivação para quem quisesse pregar uma revolucionária reforma social.Sendo o próprio DEUS encarnado, Jesus sabia que aqueles rudes costumes agrediam a Lei Natural, eram costumes condenáveis.Com os divinos poderes de que dispunha, aquele corajoso pregador poderia, se quisesse, dar início ao que poderíamos chamar, sem nenhum exagero, um permanente Paraíso para nós homens, em substituição àquele que perdêramos na Queda de nossos primeiros pais.Por que, então, Ele não fez isso? Por que não “reformou as estruturas injustas?”

Graças à existência da televisão, o Brasil inteiro tem assistido, literalmente, ao tragicômico espetáculo político que, faz umas três semanas, vem sendo representado no planalto central.Milhões de brasileiros estão acompanhando com olhar crítico as tramóias, os cinismos, as hipocrisias e, sobretudo, as insaciáveis ambições que movem muitos de nossos políticos.Escrevi: “com olhar crítico”.Pergunto ao leitor: qual é o fundamento dessa posição crítica? o que é que dá consistência à nossa crítica?

Essa nossa atitude condenatória só tem sentido porque existe uma realidade a que chamamos livre arbítrio , a liberdade humana.É justamente essa liberdade que o Cristo respeitou naquela distante época histórica, e continua respeitando ao
longo dos séculos.Podemos dizer que a história é o relato da misteriosa tolerância divina diante da inquieta liberdade humana.

Ora, ao falar sobre essa história, não posso deixar de referir-me, mais uma vez, ao maravilhoso ensaio histórico que é o livro DOIS AMORES, DUAS CIDADES. Nesse livro podemos aprender como se deu a longa preparação da sociedade humana para receber a chegada do Cristo, no primeiro Natal, evento esse que assinala a contagem do tempo. Não interessa que muitos dos habitantes do planeta não sejam batizados; a cultura Ocidental está espalhada no mundo inteiro, até mesmo por meio da infeliz doutrina marxista – utópica promessa de um paraíso terrestre – a qual foi inventada na Europa. Nos tempos modernos foram criadas na China, na Índia e no Japão várias universidades, instituições essas nascidas no Medievo europeu.


P S: O Cristo não quis iniciar um paraíso terrestre.Esse obsessivo desejo existe, sim, nos exaltados adeptos do comunismo ou do socialismo, vários dos quais participam como atores principais da tragicomédia hoje representada no planalto central brasileiro.


posted by ruy at 5:01 da tarde

 

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