Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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10.6.05

 
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Muitos dos poucos visitantes deste pequeno oásis têm algum tipo de problema, bem específico.Citar claramente quais são esses problemas seria cometer um terrível pecado de indiscrição.Basta que eles, os meus amigos, saibam que eu sei de suas angústias e que sou solidário com eles.Mas, pergunto, seria suficiente ficar apenas solidário com os meus amigos? Não seria ótimo poder ajudá-los?

Há vários modos de prestar auxílio aos que dele precisam.Cada um de nós tem suas competências, seus recursos próprios, uns mais outros menos úteis.O “post” de hoje pretende ser um apoio aos meus amigos leitores. Tomara que eu consiga ser eficaz!

Por diversas vezes, recentemente tenho falado sobre um livro que acabei descobrindo por acaso, de modo indireto, graças a um CD que certa pessoa muito amiga deu de presente a minha mulher. Melhor dizendo, acabei descobrindo o autor do livro, o escritor irlandês John O’Donohue.O livro é ECOS ETERNOS, tradução editada pela Rocco.

Com imensa alegria tenho lido e relido essa obra escrita em uma forma, como o próprio autor a qualifica, intencionalmente poética .Bem, neste exato momento cabe uma explicação.Para o comum das pessoas, dizer que alguém usa linguagem poética significa mesmo afirmar que quem assim escreve está com a cabeça nas nuvens, está fora da real . Ora, ainda que dos quatro clássicos discursos aristotélicos, o poético seja de fato o menos preciso, isso não significa que esse modo de discursar seja incapaz de nos transmitir a verdade, e é essa transmissão que deveria ser a preocupação constante de quem escreve, seja um romance ou um livro científico sobre algum assunto da engenharia, seja um poema ou o burocrático memorando de uma repartição pública.

O fato é, meus amigos, que O’Donohue, ao longo das agradáveis páginas de ECOS ETERNOS, fala-nos sobre realidades essenciais, sobretudo, fala constantemente sobre a essencial - e tão mal percebida - realidade da nossa alma.

Não é um falar de quem se coloca na posição do professor que ministra uma aula, apresentando-a de forma sistemática, usando terminologia técnica, citando freqüentemente autores especializados em filosofia ou teologia, citando inúmeras passagens da Sagrada Escritura. PhD em Teologia, O’Donohue se quisesse poderia redigir dessa forma. Entretanto, o tom do livro é, sim, o de quem conversa com o leitor, convidando-nos a fazer uma coisa que o mundo moderno quase que nos impede de fazer, qual seja, prestar atenção nas coisas mais simples e mais próximas de nós, prestar atenção no silencioso mistério da vida.

Houve quem, numa leitura superficial das primeiras páginas, classificasse o livro como obra de auto-ajuda. Tremendo equívoco.O próprio autor de ECOS ETERNOS em certo trecho refere-se, criticando-a, à moda do moderno psicologismo.

Faz um bom tempo citei uns versinhos de Murilo Mendes que agora repito:

Senhor, minha prece se faz
Em termos exatos,
Que os maus sejam bons,
E os bons não sejam chatos.


Com absoluta certeza digo, pois, que John O’ Donohue não é um “boring”.

posted by ruy at 12:28 da tarde

 

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