Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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3.5.05

 
Breve reflexão sobre a existência do Mal


[Um “blog” eventualmente pode ter muitos leitores. Uns tantos, simplesmente curiosos, outros tantos ansiosos para sorrir ironicamente diante de certas realidades em que não acreditam ou acreditam, mas fizeram opção de não se preocuparem com elas; e, finalmente, alguns bem poucos e que são os leitores amigos de quem edita o “blog”.A estes bem poucos é especialmente dedicado o “post de hoje.]

Quando se lêem as vidas de um Santo Agostinho, de um São Bento, de um São Bernardo, de uma Santa Edith Stein, de um Frederico Ozanam ou de um Charles de Foucauld, percebe-se quão radical foi a mudança que eles imprimiram em suas vidas, abdicando do natural direito a uma existência de razoável conforto e de legítimas alegrias sensíveis, renunciando ao prestígio mundano, esse prestígio de que usualmente desfrutam mais facilmente aqueles que se adaptam melhor ao telúrico.

Todas essas renuncias, meus leitores amigos, só fazem sentido, só podem ser claramente entendidas se considerarmos a presença invisível e silenciosa do Cristo, Alfa e Omega , princípio e fim de toda a realidade.Para todas essa pessoas que acima listamos, e para todos os santos, canonizados ou desconhecidos, Jesus Cristo é verdadeiramente a razão nuclear da nossa existência.É Ele que dá fundamento à nossa Esperança, mesmo em meio a todos os tipos de sofrimento que existem nesta vida.

Pois é, esses cristãos optaram livre e racionalmente por uma completa submissão a DEUS.Ora, a liberdade humana é uma só; tanto podemos usá-la para fazer o bem como para fazer o mal.Se esta segunda possibilidade não fosse verdadeira, por exemplo, todas as nossas críticas aos políticos corruptos e ambiciosos que nos irritam desmoronariam como um castelo de areia soprado pelo vento. Essas críticas não teriam a menor consistência. Portanto, se ela, a nossa liberdade, pode tornar-nos voluntariamente submissos a DEUS, pode igualmente levar-nos a uma outra atitude de voluntária submissão, orientada no sentido contrário.

Muitas vezes leio textos que circulam pela Internet levando consigo a razoável e justa raiva de seus autores contra tanta coisa errada que vem acontecendo em nossos dias.E aí me pergunto se as pessoas que externam essa raiva já pararam algum dia para refletirem, seria e demoradamente, sobre aquela dupla possibilidade do ser humano, já pararam para refletirem sobre o terrível mistério do Mal.

Pensem bastante nisso, meus jovens amigos.

posted by ruy at 10:59 da manhã

2.5.05

 
Colocando o pingo nos i’s


[Daqui a três dias este “blog” deverá ficar em recesso por um curto intervalo de tempo.Deverá voltar à “web” – se DEUS quiser – na quarta-feira da próxima semana]

Comecemos o “post” de hoje fazendo uma série de suposições, todas favoráveis ao Ruy.
Suponhamos que todos os “posts” editados no DD fossem escritos com uma linguagem não só correta, mas, também com agradável elegância, num estilo brilhante, satisfazendo ao leitor de sensibilidade mais exigente.

Suponhamos que todos os “posts” editados no DD nunca apresentassem o menor desvio da reta doutrina, conforme é ensinada há séculos por nossa Mãe e Mestra, a Igreja, aquela que foi fundada pelo Cristo e que tem em Pedro sua pedra fundamental.

Suponhamos que todos os “post” editados no DD abordassem temas atuais, posicionando-se diante deles com uma atitude claramente crítica, sem fazer a menor concessão a qualquer tipo de erro moral detectado pelos católicos mais atentos no contexto cultural em que vivemos.

Suponhamos que todos os “post” editados no DD estivessem servindo de apoio a leitores que estejam passando por angustiantes problemas.

Suponhamos, enfim, que todos os leitores (poucos) destes “posts” estivessem contentes com o papel desempenhado por este “blog” . Bem, e daí?

Coloquemos, por favor, o pingo nos i’s.
Mesmo que todas essa suposições fossem atendidas, este “blog” significará praticamente nada se
- o Ruy não tiver o habitus (por favor, não confundam com “hábito”) da oração permanente, colocando nessa oração interior um profundo cuidado com pessoas – parentes, amigos ou não amigos meus - pessoas bem próximas ou muito distantes no espaço físico;
- se o Ruy não estiver plenamente convencido de que tudo o que escrever só poderá causar algum bem real aos outros se estiver impregnado de autenticidade;
- se o Ruy não souber viver em paz silenciosa consigo mesmo, com as demais pessoas e com os demais seres criados por DEUS;
- se o Ruy não tiver um inteligente e caridoso cuidado para não ser um “boring”.


posted by ruy at 6:43 da manhã

 

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