Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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24.4.05

 
Pequena reflexão sobre o tema da santidade


[Este é um “post” que provavelmente irá desagradar a muitos leitores do “blog” DD, porém devo editá-lo, tenho que editá-lo.]

Desde o falecimento do papa João Paulo II, vêm sendo publicados em muitos países, incluindo o nosso, artigos laudatórios àquele que foi, sem nenhuma dúvida, um magno pontífice.Cada artigo desses aborda uma particular qualidade, um determinado feitio do saudoso pastor.Alguns articulistas ressaltam a abertura ecumênica do pontificado de João Paulo II; outros autores exaltam o carisma do papa no seu relacionamento com as multidões; um outro grupo de analistas focaliza a cultura filosófica do então bispo de Roma; outros observadores nos lembram a facilidade com que o homem de branco dialogava com os jovens do mundo inteiro.

Nenhum desses escritores faltou à verdade, nenhum foi injusto. Entretanto, em tudo o que tenho lido, não li uma referência sequer a uma íntima preocupação que certamente existia em João Paulo II, um zelo bem típico de um dedicado pastor de almas.Esse cuidado eu o percebi claramente no dia em que o papa fez uma atrevida, uma inusitada sugestão, referida a certo delicado problema moral. Uma sugestão que foi recebida por muitos católicos com sorrisos de superioridade ou com rostos fechados e narizes torcidos.Lembro-me de uma pessoa, considerada católica, muito sensível, muito culta e muito inteligente, que, em tom ligeiramente irônico, aplicou ao papa o adjetivo ingênuo.

Um parêntese.Qualquer pessoa que tenha por hábito a leitura freqüente do Evangelho provavelmente guarda, com maior firmeza, na memória, certos ensinamentos do Cristo.No que me toca, refiro-me agora ao que está no capítulo 6 de São Mateus, quando Nosso Senhor nos diz que não devemos nos preocupar com o que havemos de comer, beber ou vestir, porém devemos, sim, procurar primeiro o Reino de DEUS e sua justiça. (tradicionalmente, no cristianismo, justiça, além do seu sentido mais comum, é uma outra palavra para designar a santidade ). Fechemos o parêntese.

Ao fazer aquela corajosa sugestão, João Paulo II – e disso tenho absoluta certeza – estava mesmo pensando na necessária busca da santidade, procura essa que deve ser feita pelo papa e também por todos nós, ovelhas do rebanho.

Ora, se o leitor prestar bastante atenção nas recentes notícias, nos atuais comentários da mídia vai perceber claramente que os jornalistas, sem exceção, passam para os leitores ou para os telespectadores a equivocada idéia – para dizer o mínimo - de que a Igreja seja uma instituição cuja finalidade é – me perdoem estes meus termos duros – “quebrar os galhos” da sociedade humana, dobrando-se diante dos nossos desejos, fazendo com que fiquemos bem “instalados no mundo”, quando na verdade a missão precípua da Igreja é, sim, a de ajudar, estimular a santificação dos homens, é conduzir-nos efetivamente à Eternidade.

O leitor que me acompanha nos “posts” mais recentes deve ter notado algumas referências que venho fazendo ao livro ECOS ETERNOS, do padre irlandês John O’ Donohue. Esclareço aos eventuais curiosos que não se trata de um livro que se possa classificar como piedoso , no sentido convencional do termo. É, sim, uma obra cuja leitura nos faz parar, parar para pensar, para prestar atenção no que temos de mais importante neste mundo: a nossa alma. Pois é, creio que se fizermos, com assombro, a maravilhosa descoberta da existência da eternidade da nossa alma, talvez nos conscientizemos melhor da necessária busca da santidade.

Perdoem-me a franqueza, mas essa mesma descoberta faria com que percebêssemos o profundo significado daquela sugestão feita por João Paulo II, a sugestão que desagradou a tantos católicos.

posted by ruy at 10:24 da manhã

23.4.05

 
A Fé


Na introdução de seu clássico livro “A Filosofia na Idade Média”( tradução editada pela Martins Fontes), Etienne Gilson escreve estas palavras:
O cristianismo é uma religião; empregando por vezes termos filosóficos para exprimir sua fé, os escritores sacros cediam a uma necessidade humana, mas substituíam o sentido filosófico antigo desses termos por um sentido religioso novo.É esse sentido que lhes devemos atribuir quando os encontramos nos livros cristãos.

De fato, ao longo dos primeiros séculos e, mais tarde, naquele luminoso período que os ignaros chamam de Idade das Trevas, lentamente foi sendo elaborada uma doutrina religiosa, elaboração essa fielmente registrada mediante o sistemático uso da palavra escrita, ainda que o Cristo não houvesse ordenado a seus apóstolos que escrevessem coisa alguma.

Temos, pois, uma infinidade de definições precisas sobre todos os temas que constituem o patrimônio doutrinário da nossa religião.E quando escrevo:“precisas”, estou pensando naquilo que os manuais, as Introduções à Filosofia designam como definições essenciais , como, por exemplo “triângulo é um polígono plano formado por três retas que se cortam duas a duas”, ou “o homem é um animal racional”, contrapostas às chamadas definições descritivas , como a que tentaríamos usar para definir, por exemplo, o que seja um automóvel, um lápis ou uma girafa.

Assim, podemos definir essencialmente a fé (no sentido religioso do termo) como: a adesão livre e racional a uma verdade revelada, definição cristã, definição católica.Note leitor os três pontos essenciais da fé religiosa: a liberdade de quem crê, a racionalidade daquilo que é acreditado, a Revelação como motivo básico da crença..Não falta mais nada.Aparentemente, isso seria suficiente. Será mesmo?

Em certo trecho de sua longa entrevista concedida ao canal católico EWTN, em 5 de setembro de 2003, o cardeal Ratzinger, hoje nosso papa Bento XVI, diz-nos o seguinte:
Acredito que a maneira de aprender Deus é a oração. E ter uma escola de oração é essencial. Com uma relação concreta de oração, aprendemos sobre Deus e aprendemos sobre a Igreja. Por isso é importante ter livros de oração que aumentem a profundidade de nossa fé. Por essa mesma razão a caridade cristã é importante para concretizar nossa fé; dado que a fé não é só uma idéia, uma teoria, mas sim uma realidade existente .
[grifo meu]

Em outras palavras, não basta saber definir o que seja essencialmente a fé, tendo sobre ela apenas um simples conhecimento intelectual e, conhecendo essa definição, acomodarmo-nos, instalarmo-nos na vida.A fé deve ser, como disse Ratzinger, “uma realidade existente”, a realidade básica em nossa vida.


Faltou-me escrever neste “post”o principal:
- a fé é primordialmente um dom de DEUS, muito mais que o fruto de leituras e raciocínios nossos.

posted by ruy at 4:12 da manhã

22.4.05

 
O nosso máximo, silencioso e permanente, “desafio”

Em nossos dias é praticamente impossível que uma pessoa comum, isto é, alguém que esteja conscientemente inserido na vida social, fique desligado dos fatos que ocorrem em seu próprio país e no resto do mundo.Gostemos ou não gostemos disso, a maioria de nós, seres humanos, vive hoje numa atmosfera cultural densamente impregnada de informações de todos os tipos.Afirmar isso pode parecer ridiculamente óbvio, mas lembrá-lo pode ajudar-nos a tirar do fato conclusões não tão óbvias.

De um modo geral, duas atitudes podem ser assumidas por nós diante dessa poluição informativa em que estamos vivendo.Uma seria a posição cínica, que levada a extremos pode fazer alguém cair no sombrio alçapão das drogas. A outra atitude é a que se pode chamar de moralista , sem que essa palavra tenha aqui um sentido pejorativo.

Não pretendo propor aos leitores uma terceira atitude, que seria a de uma olímpica indiferença, um modo catatônico de fugir às inúmeras contrariedades, aos muitos desgostos gerados pela cultura contemporânea.Creio que seja possível mantermos uma visão crítica do mundo moderno, mas sem deixarmos ignorado ou esquecido um ponto de nuclear importância.Vamos a ele.

Nós católicos somos beneficiados por uma venerável tradição milenar, que nos entrega a doutrina elaborada por centenas, talvez milhares de sábios, muitos deles santos.Instruídos por essa doutrina, muitos assumimos uma atitude auto-suficiente e deixamos de perceber em nós, dentro de nós, a divina eternidade da nossa alma.

Bem a propósito, como um parêntese, vamos lembrar o que o próprio Cristo disse a seus discípulos.Lemos no Cap.10, vs 34 a 36 do evangelho segundo São João:

Replicou-lhes Jesus:Não está escrito na vossa lei Eu disse:Vós sois deuses ?[Sl 81,6] .Se a Escritura, que não pode ser destruída, chama desuse àqueles a quem a palavra de DEUS foi dirigida, como dizeis que blasfemo, a mim que o Pai santificou e enviou ao mundo, porque disse que sou Filho de DEUS?

Essa assombrosa e personalíssima descoberta de nossa alma deveria ser um silencioso e permanente desafio para nós. Aceitando-o, poderíamos manter uma alegria radiosa, mesmo em meio a todos os tipos de sofrimento que ocorrem neste exílio.E por que radiosa?

O nosso conhecimento de DEUS e da nossa alma não deveria ser apenas do tipo intelectual, não! Mais do que nunca, nesta hora de tanta agitação, de tantos exteriorismos, de tanto abuso no uso das imagens visuais (estão aí os medíocres filmes nos cinemas e os absurdos programas na TV, numa permanente agressão ao bom senso e ao bom gosto), nestes dias de tanto ruído físico e metafórico – penso que deveríamos praticar, como nos aconselha John O’Donohue, a ascese.Não a clássica ascese das voluntárias privações de alimento e conforto físico –explica o autor de ECOS ETERNOS - mas, sim, a ascese dos atos de misericórdia, exercidos para com pessoas conhecidas nossas, pessoas que estão passando pelos mais diversos tipos de carência.Nesse encontro com o nosso próximo reencontraríamos conosco mesmo, em silêncio e obscuridade.

posted by ruy at 10:44 da manhã

21.4.05

 
O sentido naturalmente religioso da vida


Nós não somos anjos.Esta frase curta e acaciana poderia parecer desnecessária em qualquer exposição de idéias, entretanto convém que comecemos este “post” com aquela assertiva de modo a evitar, desde logo, equivocadas interpretações do que vou em seguida escrever.
.
Não sendo nós anjos, todos os nossos atos, mesmo os mais carregados de significado espiritual, são naturalmente realizados com a participação do nosso corpo, com atitudes corporais correlacionadas ao que se passa em nosso coração – isto é, no íntimo de nossa alma.É essa correlação que justifica a existência da liturgia.E esta, por sua vez, será tanto mais bela e verdadeira quanto maior a interioridade religiosa existente nos fiéis que dela participam.

Vamos comentar um fato, que – infelizmente - tenho observado em diversas missas a que costumo assistir.
Como conseqüência do Concílio Vaticano II, foi incentivada uma participação maior dos leigos católicos na missa, como, por exemplo, fazendo a leitura dos textos dominicais, com exceção do evangelho do dia, que é mesmo lido pelo celebrante.Até aqui, tudo bem. Ora, por várias e várias vezes, pessoas convidadas para ler um trecho do Velho ou do Novo Testamento fazem essa leitura com uma inadequada impostação de voz, como se estivessem lendo, por exemplo, um emocionado discurso de formatura ou a vibrante homenagem a uma autoridade importante, um tom de voz em que se percebe certo feitio teatral.

Ora, somente DEUS conhece a intenção das pessoas, razão pela qual temos que partir da hipótese mais caridosa, a de que os que lêem daquele modo afetado fazem-no sem perceberem o quanto isso é inconveniente. Como dizem os franceses: ça sonne faux .Bem, agora pergunto:
- e por que vem acontecendo esse fato?

Aparentemente sem maior gravidade, esse exemplo revela uma indesejável realidade, que é a distância existente, muitas vezes, entre os nossos hábitos ditos “religiosos” e um desejável, um autêntico espírito religioso , que deveria existir dentro, bem no fundo de todos nós, sejamos ou não ativos participantes da missa.

Penso que essa desejável interioridade deveria começar com a fascinante descoberta da existência da nossa alma, uma descoberta que ocorre no silêncio e na solidão, e nem sempre se faz de modo confortável.Quem de nós já parou para refletir bastante, por exemplo, sobre a dramática solidão da Virgem Maria? Pobre Nossa Senhora, se não fosse a Graça, como ela poderia ter suportado o peso daquele tremendo mistério?

A mesma ausência de interioridade explica por que já não mais ocorre um respeitoso silêncio dentro de nossas igrejas.Em nossos dias, antes de serem vistas – o que de fato são – como Casa de DEUS, elas vêm sendo consideradas festivos pontos de encontro dominical.Basta ver o que acontece na hora em que o sacerdote diz para a assembléia:”saudai-vos uns aos ao outros em Cristo”.A missa fica interrompida por uma demorada seção de abraços, beijos e tchauzinhos risonhos.

posted by ruy at 1:03 da tarde

20.4.05

 
Algumas observações à margem da eleição de Bento XVI


Continuidade. – Pois é, o Espírito Santo inspirou os cardeais no sentido de que o melhor modo de valorizar o imenso trabalho feito por João Paulo II seria eleger como seu sucessor aquele que estava mais próximo das angústias do falecido papa.Sempre achei que haveria uma intercessão de João Paulo II em favor do cardeal Ratzinger.

Bispo de Roma – Quem acompanhou atento as emocionantes cenas da apresentação do novo papa à multidão que pacientemente aguardava na praça de São Pedro, deve ter percebido a alegria dos muitos italianos ali presentes quando escutaram o novo bispo de Roma – que é o papa – falando na língua deles, no musical idioma de Dante.

O nome Bento. – Lembro-me da contrariedade de João Paulo II quando tomou conhecimento da Constituição Européia, o documento que oficializou a união dos países do Velho Continente.O então pontífice não gostou do esquecimento dos líderes políticos quando eles deixaram de mencionar no referido documento as raízes cristãs da Europa. Pois bem, o novo papa, amigo que foi do seu antecessor, escolhe como nome papal justamente o mesmo nome do grande santo cuja silenciosa e profunda ação evangelizadora possibilitou, num milagroso processo de transbordamento, o desabrochar de uma nova civilização naqueles mesmos países.

O nome Joseph (José) – Por uma muito boa coincidência, o nome de batismo do novo papa é Joseph, José. Ora, São José é o Patrono da Igreja Universal, título coerente com a missão de protetor que foi entregue ao chefe da Sagrada Família.

A nota desafinada. – Em meio à radiosa alegria daquela festa magna da Igreja, houve infelizmente algo dissonante. Envergonhado e aborrecido refiro-me aos vários jornalistas brasileiros que estavam, como eles dizem, dando cobertura ao evento. Foram inúmeros os comentários bobocas, descabidos, ressaltando, por exemplo, prováveis repercussões políticas do resultado dessa eleição.Em resumo, esses moços e moças dão mesmo uma lamentável demonstração do quanto estão afastados do significado religioso da Igreja.

Fórtiter in re, suáviter in modo. - Para compensar essa nota desafinada, alguém contou que Joseph Ratzinger, quando professor de Teologia em Munique, era um mestre dotado de carinhosa paciência com seus alunos.Ora, provavelmente será assim que ele agora deverá fazer com as ovelhas a si confiadas, “fórtiter in re, suáviter in modo”, firmeza na doutrina, suavidade no modo de ensina-la, no modo de exigir que ela seja cumprida. O bom pastor não pode ensinar outra coisa que não seja a verdade, mesmo que ela desagrade às ovelhas mais inquietas no rebanho.

Agora é rezar por Bento XVI! – Sim, pedir que DEUS o conserve, lhe dê vida, faça-o feliz neste exílio e não o entregue na mão de seus inimigos.Amén!

posted by ruy at 3:42 da manhã

19.4.05

 
Ainda sobre o mistério da Igreja


Quando vejo na Internet certas notícias da mídia sobre o conclave ou quando, de repente, um grande amigo nosso nos surpreende ao externar sua visão equivocada sobre o que significa o papado, ou até mesmo quando leio oportunos, perspicazes e corajosos textos escritos por um brilhante jornalista que defende claramente teses morais católicas mas não chega a definir-se como alguém que de fato ama a Igreja - quando vejo tudo isso e muito mais, aumenta minha convicção de que o mistério da Igreja, infelizmente, continua desconhecido para milhares e milhares de cristãos, até mesmo para muitos católicos.

Comecemos pelos quatro evangelhos.Duas opções se apresentam desde o início para o leitor que esteja disposto a ler com atenção (a voluntária) aquelas páginas, a saber :
- Jesus é ou não é DEUS, é ou não é o Verbo de Deus encarnado, é ou não é a Segunda Pessoa da Santíssima Trinadade?

Se o leitor, respondendo, disser que Jesus é simplesmente um grande homem, dotado de certos espantosos poderes, doados a ele por alguma misteriosa divindade, essa resposta, ainda que pareça generosa, encerra, neste exato instante, qualquer continuação deste “post”.Nesse caso, vamos falar sobre o campeonato brasileiro de futebol ou sobre o divertido seriado do Monk na televisão.

Entretanto, se o mesmo leitor admitir – e fazendo isso com um livre e sincero entusiasmo – admitir que Jesus é o Cristo, o Filho do DEUS vivo, o DEUS da milenar crença judaica, então, a partir de agora, o problema passa a ser o de uma lógica e necessária coerência.

Se aquele Jesus é de fato DEUS, sabe com absoluta certeza que aquele pescador rude e cabeçudo a quem ele designou como pedra angular de Sua Igreja vai cometer várias gafes, vai dar várias pisadas na bola.Sabe que aquele pescado vai morrer, mas a Igreja tem que continuar até o fim dos tempos, e por isso precisa de outros Pedros.

Um parêntese.O injuriado, o caluniado, o injustiçado, o grande papa Pio XII, em certa famosa reunião da Academia Pontifícia de Ciências, alertou os cientistas, entre outros pontos relevantes, sobre a realidade da entropia crescente, a morte térmica do universo. A própria ciência sabe que existe um ponto final neste mundo.Existe um fim dos tempos.Fechemos o parêntese.

O mesmo Cristo sabe que haverá o chamado Renascimento, haverá papas que se deixarão envolver com a pior das tentações, que é a do mundanismo, o apego ao telúrico.Esse pessoalzinho exaltado, do tipo Boff e Betto, que vive falando demais no famoso “problema social”, talvez – notem bem: talvez – esse pessoalzinho conseguisse me impressionar se, paralelamente com suas nervosas pregações reformistas, dissesse, por exemplo, que também é triste, muito triste, que muita gente de classe rica, média e pobre não é capaz de ouvir e apreciar, por exemplo, música de Mozart e Debussy, músicas que nos fazem intuir a eternidade oculta no mundo, oculta em nossa vida (aquilo sobre o qual John O’Donohue sabiamente nos alerta em seu livro ECOS ETERNOS).

Pergunto, pois: notando essa atitude do Cristo que, sabendo de tudo o que ia acontecer, deu as chaves a Pedro, não dá para desconfiar que existe um mistério na existência da Igreja?
Pipocas, por que então insistir nessa cartesiana, simplista e burra atitude dos Boffs e dos Bettos?

posted by ruy at 7:42 da manhã

 

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