Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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2.4.05

 
Um fato que testemunhei


Ocorreu há mais de vinte e seis anos, pouco tempo depois de João Paulo II haver assumido a cátedra de Pedro.
Minha mulher e eu havíamos sido convidados para o casamento de uma jovem amiga de uma de minhas filhas.O pai da noiva era meu colega de profissão e de especialidade de engenharia..A cerimônia religiosa seria celebrada em uma pequena igreja, ou melhor dizendo, na realidade uma linda capela, incrustada em certa rua do tradicional bairro carioca da Tijuca.

O recinto estava repleto. Todos nós, os convidados, estávamos vestidos, conforme a milenar tradição, com roupas adequadas a uma festa nupcial e esperávamos pacientemente a chegada do sacerdote que dali a pouco seria a principal testemunha do magno sacramento do matrimônio (convém nunca esquecermos que esse sacramento fica existente de fato por meio do livre e solene sim proferido pelo par que se casa; o padre é simplesmente uma testemunha da Igreja ).

O tempo foi correndo e o padre não chegava. Todos nós percebíamos certo mal-estar no interior da capela, mal-estar esse atenuado, felizmente, pela boa educação dos presentes.Os noivos estavam ali, prontos, em pé, junto de seus padrinhos e familiares, mas o padre não aparecia.

Depois de uma certa desconfortável espera, eis que entra apressado, pelo corredor da capela, o celebrante, vestido com a conhecida batina preta de padre secular.Vai direto ao altar e, enquanto se paramenta para iniciar a cerimônia, vai exteriorizando, em voz clara e firme, “sound and clear”, sua descontrolada irritação, numa visível grosseria contra os noivos, contra os pais dos noivos e contra todos os convidados, que atônitos presenciávamos a desagradável cena.

E por que estava irritado aquele padre moço? Qual era a causa do seu ostensivo mau humor?
A razão do seu atraso, conforme ele mesmo nos explicava, era a exigência disciplinar que o papa recém eleito havia feito no sentido de que os sacerdotes católicos, no mundo inteiro, não deixassem de usar trajes eclesiásticos que os tornam inconfundíveis na multidão dos homens. Ou seja, não deixassem de dar o testemunho corajoso de serem de fato homens marcados por uma especial vocação.Que se mostrassem autênticos.Algo que aquele padre mal-educado e indisciplinado infelizmente não conseguira compreender.

Pois bem, é isso o que João Paulo II sempre foi: um autêntico , alguém que nunca teve medo de viver integralmente a sua fé. Que o Senhor Jesus o receba em Seu Reino.


Apelo aos amigos leitores deste “blog”

Peço que adquiram, caso ainda não o tenham feito, o livro de João Paulo II recém editado no Brasil: MEMÓRIA E IDENTIDADE (editora Objetiva).Esse livro, podemos dizer assim, representa um excelente resumo de muitas idéias do nosso papa.Adquirir o livro, meus amigos, seria dar uma prova de apreço ao pastor que hoje se despediu de seu rebanho.Divulguem isso, por favor, entre seus parentes e amigos!

posted by ruy at 3:26 da tarde

1.4.05

 
Algumas considerações sobre o Papado


[ Este “post” está sendo editado em homenagem a um jovem leitor gaúcho.A ele agradeço a sugestão indireta para o tema de hoje.Muito obrigado, H...!]

Inicio dizendo o seguinte: se algum eventual leitor deste “blog” não acreditar que Jesus Cristo é DEUS, é o Verbo de DEUS feito carne, é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, acho que esse leitor não deve perder tempo lendo o que vai ser exposto a seguir.Porque tudo o que vou dizer agora só faz sentido para quem acreditar na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.Isto explicado, vamos prosseguir.

Qualquer pessoa que já tenha lido com atenção os evangelhos terá certamente notado o contraste entre as atitudes precipitadas, ridículas umas, condenáveis outras, assumidas por Simão Pedro e a grave missão que a ele foi atribuída pelo próprio Cristo, atribuída antes da Paixão e confirmada claramente depois da Ressurreição do Senhor Jesus.O Mestre sabia, como DEUS que era - e é - tudo o que iria acontecer, tudo o que Pedro iria dizer e fazer, desde a frase infeliz com que o pescador se contrapôs ao anúncio da morte de Jesus na cruz (merecendo, por isso, o “Vade retro, Sátana!”), até a tríplice negação covarde na noite da Quinta Feira Santa. Sabia da repreensão pública que Pedro receberia de Paulo, por causa de uma atitude não autêntica do velho pescador. Sabia do procedimento infeliz que vários sucessores desse mesmo pescador, que vários “Pedros” do chamado Renascimento (que foi de fato um retrocesso), teriam, ao longo de alguns séculos, dando, com esse lamentável proceder, grave escândalo à Cristandade.

Pois bem, apesar de saber tudo isso, Nosso Senhor não anulou a autoridade Petrina.Qualquer católico, como disse Leon Bloy, pode, e algumas vezes deve, criticar erros cometidos eventualmente pelo Bispo de Roma, desde que, logo em seguida, declare formalmente (no sentido nobre desse advérbio) sua total obediência ao Papa em matéria de fé e de costumes. Dar rumorosas entrevistas a jornais e televisões pode impressionar os incautos, porém, se esse arremedo de coragem não for acompanhado por uma firme declaração de fiel obediência ao Papa, podemos dizer que o entrevistado NÃO é católico, não mais pertence à Igreja fundada por Jesus Cristo. E talvez nunca tenha mesmo pertencido a ela.

Outro fato que merece ser lembrado é o do crescimento orgânico da Igreja, fato que muitos, apesar de possuírem alto nível de escolaridade, não têm sutileza bastante para perceber.Vou tentar fazer uma analogia para ver se o leitor me entende.

Comparemos a vida civilizada com a vida selvagem; a vida de um cidadão comum, um pacato comerciário ou funcionário público, que diariamente sai bem cedo de casa para enfrentar um cansativo dia de trabalho no verão carioca, por exemplo, comparando essa vida com a de um índio lá no meio da grande floresta amazônica.

Não é preciso muito estudo para perceber que a vidinha do índio tem uma certa comodidade, um idílico dolce far niente , do qual não podemos gozar nós, os citadinos.Mas, quem seria insensato a ponto de renunciar à sua vida de civilizado para ir morar entre mosquitos e cobras no meio do mato? Sabemos como são difíceis as atuais condições da vida urbana, incluindo aí o grave nível da criminalidade.Mas, sabemos também que há um imenso número de benefícios que essa vida nos proporciona.

De forma análoga, não é razoável esperar que a população católica do mundo atual viva no mesmo estilo bucólico das primeiras comunidades cristãs. É inevitável que na Igreja existam regras, normas de “vida civilizada”, normas essas que, apesar de tolherem alguns arroubos poéticos nossos, impedem que façamos um monte de besteiras, com perdão do termo vulgar (chega hora em que a raiva deve ser mesmo externada, como diz John O`Donohue).

posted by ruy at 4:11 da manhã

31.3.05

 
Reflexões avulsas


Dois poemas de Fernando Pessoa – Da vasta poesia do genial poeta português, há dois poemas que ficaram na minha lembrança de modo especial.Um deles é o bem conhecido “Poema em linha reta”, o outro, bem diferente do primeiro no tamanho e no tema, é a famosa “Ode Marítima”.

O “Poema em linha reta” pode ser lido como um desabafo contra a gabolice, contra a vaidade boba de tantos de nós que superestimamos nossos fazeres e agires, esquecidos da importância do recato, necessário inclusive para não constrangermos os menos agraciados em dons e habilidades.

A belíssima “Ode Marítima” é um longo poema em que estão presentes os mais diversos tons da escala dos sentimentos, em que ritmos suaves, cheios de ternura, de repente, são interrompidos para dar passagem aos rápidos andamentos da violência e da tragédia, seguidos, finalmente, por um pacificado retorno à suavidade inicial.Podemos dizer que essa ode é uma síntese de nossa vida neste mundo, tão marcada por uma seqüência de dinâmicos contrastes.

Diante dessa desconfortável mudança de tons e ritmos da história, vale a pena lembrar o que o Apóstolo disse em sua epístola aos Romanos: “Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a DEUS”. Ao que Santo Agostinho, atrevido, acrescenta: Etiam peccata!, “Até os pecados!”


A dignidade do sofrimento – A maioria dos jornalistas, arrastados pela incontrolável velocidade dos fatos, escrevem com notória superficialidade.De vez em quando, um ou outro desses profissionais da palavra escrita abusa do “direito” de ser superficial, externa um palpite absurdo, ofensivo a milhões de pessoas.Foi justamente esse o caso ocorrido na meia noite de ontem, quando um conhecido comentarista da TV sugeriu que os médicos que estão acompanhando a doença de João Paulo II cometessem aquilo que se chama eutanásia . Escrevi “cometessem” porque, para mim pelo menos, aquele ato sugerido é um crime, ainda que a palavra etimologicamente signifique “morte bonita”.

Em um dos capítulos do seu livro “Ecos Eternos”, John O’Donohue comenta a dignidade do sofrimento aceito com resignação, refere-se ao fato de muitas pessoas, presas ao leito durante muitos e muitos anos, conseguirem passar, às pessoas que as visitam, uma paz profunda e inspiradora. Esses doentes participam da Redenção do mundo.Lembramos neste instante a figura de Elizabeth Leseur, que experimentou grandes sofrimentos morais e físicos, suportados com os olhos postos na Eternidade.Ela escreveu isto:
- Toda alma que se eleva, eleva o mundo

O sofrimento do papa, ainda que muitos não enxerguem isso, está lembrando a nós homens a nossa dimensão vertical.


O tempo – O tempo é co-criado conosco.Sendo assim, é como um nosso irmão, um irmão com quem nem sempre nos relacionamos bem, muito provavelmente mais por culpa nossa do que dele.Os manuais de filosofia nos dão uma definição do tempo (“o número ou a medida do movimento”), uma definição sóbria, acompanhada de vários comentários esclarecedores. Santo Agostinho, em suas Confissões , afirma que, se ninguém lhe perguntar, ele sabe o que é o tempo; mas, se lhe perguntam o que é o tempo, já não sabe responder a quem perguntou.

Talvez mais que os filósofos, os poetas tenham uma intuição do tempo real, o tempo que de fato vivemos.No “post” de ontem transcrevi um pequeno e bonito poema de Cora Coralina, em que ela fala sobre a duração da nossa vida, e diz que pouco importa se essa vida é longa ou curta. Não é o número de nossos anos, não é o tempo que passamos neste mundo o que conta; importa, sim, que nossa vida “seja intensa, verdadeira, pura, enquanto durar”.

Carlos Drummond de Andrade, quando, há muitos anos, um netinho dele nasceu na distante cidade de Buenos Ayres, escreveu o belíssimo poema intitulado: “ A Luis Maurício Infante”. Em certo trecho do poema, Drummond escreve:

- O tempo - que fazer dele? Como adivinhar, Luis Maurício,
o que cada hora traz em si de plenitude e sacrifício?

Hás de aprender o tempo, Luís Maurício, e há de ser tua ciência,
uma tão íntima conexão de ti mesmo e tua existência,
que ninguém suspeitará nada.


posted by ruy at 3:06 da tarde

30.3.05

 
Resposta à mensagem de uma jovem leitora


Antes de mais nada, agradeço o modo gentil como você apresentou suas dúvidas e fez suas considerações, referentes aos meus “posts” mais recentes.Em seguida vou abordar vários pontos constantes do seu e-mail.


Apologética é um conjunto de argumentos usados de modo sistemático para defender a Igreja contra costumeiras e injustas acusações (algumas ridículas) que há muitos anos são feitas contra ela, tais como: o episódio histórico das Cruzadas, o julgamento de Galileu, o drama da Inquisição, a repressão da sexualidade etc.A apologética é importante, sim; é necessária, sim. Entretanto, houve tempo em que eu adorava discutir, adorava falar como um bravo defensor da Igreja e, ao tomar essa atitude, muitas e muitas vezes, sem me dar conta disso, me tornava - como naquele poeminha do Murilo Mendes - me tornava um chato, um "bore". Eu me esquecia do primeiro dever que é o da Caridade.

Magoei centenas de pessoas; deixei de fazer o bem a muitas outras.Não sabia prestar atenção no problema dos outros, não sabia ser compassivo com a pobreza dos outros (refiro-me à pobreza de cultura, geral e/ou religiosa). Olho para o passado e vejo quanto pequei por omissão ao deixar de rezar por muita gente que eu conhecia, parentes e amigos, e também rezar por aqueles que me houvessem feito algum mal. Poucos pecados doem tanto na consciência da gente quanto o da nossa omissão...

Saber ouvir o outro, prestar verdadeira atenção no outro - como isso é importante, como isso é necessário! Saber conduzir uma conversa de modo descontraído, sem estar sempre com o espírito armado, na defensiva, ou pior, na ofensiva, - como isso é importante!

Viver cristãmente não é apenas sentirmo-nos autoconfiantes por saber que possuímos a fé verdadeira, por nos sabermos possuidores dos melhores princípios éticos.Mesmo porque tudo isso foi um dom de DEUS, entregue a nós sem nenhum mérito nosso. Nossa vida cristã deveria ser uma permanente irradiação de alegria, não uma alegria superficial e tola, mas a alegria profunda de quem realmente achou a pérola preciosa.

Por outro lado, esse encontro com a pérola preciosa não é um mero achado intelectual; é um encontro vivo. Não deve ser confundido com a satisfação de termos armazenada na memória uma pletora de informações e conhecimentos ligados à nossa crença, ainda que seja mesmo gratificante possuir essas informações e esses conhecimentos.Pergunto a você:
- que valerá conhecer tudo isso se eu não tiver um autêntico desejo de santidade (a qual não é pura e simplesmente sinônimo de um excelente comportamento moral)?

A respeito desse ponto, lembro-me do que certa vez me disse o saudoso professor Gladstone Chaves de Melo (foi insigne filólogo, possuidor de enorme cultura geral e filosófica; pai de família exemplar, católico intransigente na sua fidelidade à doutrina da Igreja, morreu cercado pelo respeito e admiração de muitos brasileiros). Perguntei-lhe se a santidade era necessariamente equivalente a um comportamento moral perfeito. A resposta de Gladstone veio de imediato, citando aquela que ele dizia ser a canonização mais rápida da história, a de São Dimas, o Bom Ladrão.Obviamente, qualquer católico que tenha um mínimo de sensatez entende que aquele fato lembrado pelo professor não deve justificar um absurdo, um insano laxismo de nossa parte (e quem pode ter certeza de que, na hora da morte, vai ter uma contrição perfeita?).

Outro aspecto ligado aos seus comentários, leitora amiga, é o que se refere aos papéis da inteligência e da vontade.Por exemplo, o bom pregador, isto é, o padre que faz uma homilia, deseja que seus paroquianos usem bem suas vontades para praticarem o bem.Entretanto, sua pregação deveria sempre ser dirigida diretamente à inteligência dos fiéis presentes na igreja.Sua orientação pastoral não deveria pretender criar um tipo de voluntarismo, piedoso, bem intencionado, porém distante da desejável contemplação dos mistérios da nossa fé.Por quê? Porque nosso agir deveria ser sempre iluminado por essa contemplação, deveria ser uma conseqüência dela.

Não estou inventando moda. Contam de Santa Tereza d’ Ávila, a grande Doutora da Igreja, que certa vez ela disse isto:
- se eu tiver de escolher entre um confessor santo e um confessor inteligente, escolho este segundo.

Espero ter respondido às suas indagações.
Atenciosamente.
Ruy.
P S : Por feliz coincidência, recebi ontem, enviado por uma pessoa amiga, este poema de Cora Coralina:

Não Sei

(Cora Coralina)


Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
Mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar.


posted by ruy at 7:56 da manhã

28.3.05

 
Mensagem para um amigo geograficamente distante


Prezado X...
Não é com qualquer pessoa que posso conversar sobre este assunto.Você é dos poucos que tornam isso possível.
Por sugestão minha, você comprou o ECOS ETERNOS, e suponho que já esteja lendo esse livro.Deixe-me falar um pouco sobre essa obra.

Quando fiz meu retorno à Igreja (lá se vão mais de 50 anos) eu era um adolescente, perto dos 16 anos. Fui recebido – digamos assim – pelos jesuítas lá numa distante cidade do Nordeste . Meu regresso passou pelo caminho da apologética. Mais tarde, em 1953, ao ler “A Descoberta do Outro”, de Gustavo Corção, de repente descobri algo de que não tinha ouvido ainda falar, o mistério do ser, o mistério metafísico.Foi um avanço Mas, trazia ainda comigo, no consciente e no subconsciente, lembranças tristes de erros passados.Tais lembranças vêm me acompanhando durante muitos anos.

Ora, com esse livro do padre O’Donohue (ECOS ETERNOS), o sentido do mistério tornou-se ainda mais forte para mim e, alem disso, pela primeira vez leio de um padre, escrito de forma bem clara, bem inteligível, que é preciso termos misericórdia para conosco mesmo. O primeiro próximo na ordem da Caridade é nossa própria pessoa.Pela primeira vez na vida começo a entender a diferença entre culpa e culpa.

Outro aspecto do pensamento de O’Donohue é certa flexibilidade com que ele aborda a vida espiritual, fugindo ao que podemos chamar “ um modo cartesiano” de encarar a religião.Convinha lembrarmos sempre que as pessoas a quem Nosso Senhor mais advertia, mais censurava eram justamente as mais ... religiosas naquela época, os fariseus.

Tenho muito receio de que muitos de nós católicos fiquemos escandalizados com o que escreve o padre irlandês; fiquemos chocados com certas expressões, digamos, meio poéticas, que não devem ser tomadas ao pé da letra. O livro pede um leitor que não seja auto-suficiente, que não encare a religião como um burocrático cumprir regras, mesmo que esse cumprir seja sincero, mesmo que estejamos bem a par da boa doutrina.O mais importante é viver a realidade integral da vida, descobrindo a silenciosa presença de DEUS em nosso redor, dentro de nós.Não podemos levar a paz aos outros se não a tivermos de fato dentro de nós. E como a paz faz falta em nossa época!

No livro há algumas páginas excelentes sobre os nossos Anjos da Guarda. E é ótimo ler a crítica que o padre faz aos novidadeirismos das pseudo religiões,dos esoterismos etc., com referência aos anjos. Ao contrário, o que ele fala sobre os anjos é bem ortodoxo.

Já faz muitos anos, certa vez um velho padre italiano me disse esta estranha frase: “É mais difícil ir para o inferno que para o Céu”. Hoje começo a entender o que aquele sacerdote quis dizer com aquela frase.A maioria de nós age de modo medíocre, sem grandeza para cometer um pecado mortal. E sem grandeza para desejar a santidade.Olhamos a procura da santidade como se isso fosse um campeonato, uma competição olímpica, e não essencialmente como uma permanente e tranqüila – e, sobretudo, necessária – abertura para o Eterno.
Não sei se me expliquei bem...
Um abraço fraterno do
Ruy

posted by ruy at 4:23 da tarde

 

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