Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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28.11.04

 

A paixão por uma idéia


Um homem apaixonado por uma mulher pode cometer inúmeras loucuras, haja vista o clássico exemplo de Dom Quixote. Entretanto, muito pior, muitíssimo mais perigosa que essa paixão por uma representante do sexo dito “frágil” (...) é, sem dúvida alguma, a paixão por uma idéia. Em vez de entrar numa argumentação que prove a verdade da minha afirmativa, vou lembrar ao leitor alguns fatos da moderna história de nossa civilização.

Comecemos por um fato histórico ocorrido durante os meses iniciais da Revolução Comunista na Rússia, fato esse que, hoje é bem sabido, teve como responsável o próprio Lenin. Refiro-me ao modo traiçoeiro e cruel como foi assassinada a família imperial russa, .em 1918, na cidade de Ektarinburg.Se o leitor entrar no GOOGLE, poderá achar este resumo da trágica vilania:

For a few months after taking power, Bolshevik leaders considered bringing "Nicholas Romanov" before a "Revolutionary Tribunal" that would publicize his "crimes against the people" before sentencing him to death. Historical precedent existed for this. Two European monarchs had lost their lives as a consequence of revolutionary upheaval: England's Charles I was beheaded in 1649, and France's Louis XVI was guillotined in 1793.

In these cases, the king was put to death after a lengthy public trial, during which he was allowed to present arguments in his defense. Nicholas II, though, was neither charged nor tried. He was secretly put to death – along with his family and staff – in the dead of night, in an act that resembled more a gangster-style massacre than a formal execution.


Outro fato, certamente conhecido pelos maiores de setenta anos, é o do maquiavélico pacto de não-agressão assinado pela Alemanha Nazista e pela Rússia Soviética em agosto de 1939. Na foto que marcou o evento, aparece Stalin, com um sorriso discretamente malicioso.Esse pacto facilitou aos Nazistas a invasão da Polônia, em setembro daquele ano, dando início à segunda Guerra Mundial.(não esqueçamos os milhares de oficiais, suboficiais e graduados poloneses covardemente massacrados na floresta de Katyn).

Um terceiro fato histórico, sobejamente conhecido pelos que forem maiores de vinte e cinco anos, é o da sensacional derrubada do Muro de Berlim, o tristemente famoso Muro da Vergonha, construído pelos comunistas e que durante décadas separou, de forma brutal, agressiva e injusta, pessoas da mesma nacionalidade, da mesma língua e das mesmas tradições.

Ainda outro fato, este bem mais próximo na escala do tempo, é o da patética pergunta de Michail Gorbachev ao entrar numa fábrica russa, quase no final daquele regime que durou setenta anos:

- Por que a geladeira soviética é de tão má qualidade ?

[Nós, aqui no Brasil, não chegamos a utilizar a geladeira russa, mas conhecemos, por exemplo, bem de perto o feio e desconfortável carro LADA , fabricado sob a égide daquele mesmo sombrio regime ].

Pois é, poderíamos catalogar muitos outros fatos cuja origem nuclear foi a paixão por uma IDÉIA. Uma teimosa idéia que propunha aos homens um “mundo melhor”, desde que eles obedientes e bem comportados, tivessem um generoso e desencarnado desprendimento em favor das gerações futuras.

Esta frase que termina o período não é divagação minha. No “Livro Negro do Comunismo”, escrito por vários ex-comunistas franceses, é citado um comentário de Lenin que, em essência, é justamente a frase que escrevi acima. [“As gerações futuras vão entender por que fizemos tudo isso”].
Ou seja, não inventei nada.

Peço aos amigos leitores que divulguem o assunto deste “post”.




posted by ruy at 6:07 da manhã

27.11.04

 

Reflexões incômodas e possivelmente incomodativas


Faz alguns meses, uma de minhas filhas, precisamente aquela que age e fala de modo mais tranqüilo, me disse: pai, o senhor está numa idade em que pode dizer o que quiser, sem se preocupar demais com o que disse..Entretanto, como diziam os antigos: est modus in rebus .Naquela opinião temos que descontar a óbvia amizade filial.De qualquer forma, vamos lá!

Já escrevi em certo “post” recente que, ao editar este “blog”, o Ruy sentia-se como peixe fora d’água, como um estranho no ninho. É verdade. Se observarmos com a devida atenção a maior parte dos “blogs”, veremos que em geral eles constituem um simpático exercício de divagações, umas mais outras menos poéticas, umas mais outras menos literárias, no sentido lato desta palavra.Basta considerar ali a construção elaborada dos períodos, a escolha refinada dos adjetivos, a graça e a ironia de certos comentários, e vai por aí.

Ora, no Despoina Damale, venho tentando – canhestramente, é preciso que se diga - dar um testemunho da crença de um homem que há mais de setenta anos foi batizado no regaço da Igreja, isto é, a Santa, Católica e Apostólica, conforme rezamos freqüentemente no Credo. Bem a propósito, meu amigo A..., o serrano, tem absoluta razão quando diz que é no mínimo inadequado acrescentar o adjetivo “Romana” àquela expressão. A presença do papa em Roma, ainda que tenha um relevante sentido histórico, não constitui dado essencial da nossa fé.

Venho insistindo há vários meses para que meus leitores leiam o lúcido ensaio DOIS AMORES, DUAS CIDADES.Venho de modo igual insistindo sobre a importância da comparação que nós – católicos – devemos fazer entre a Cristandade que existiu na Idade Média e a Civilização Ocidental Moderna.É bem possível que muitos dos meus bem poucos leitores já estejam cansados, aborrecidos de ler minhas insistências.

Muitos, ao lerem essas minhas citações, podem estar pensando que eu, ao fazê-las, esteja pensando apenas na sociedade como um todo, esteja apenas considerando o universo da política, ou seja, que eu esteja ligado, sobretudo, aos grandes conjuntos de pessoas. Não, meus amigos, não! Minha preocupação é muito mais séria (e escrevi mesmo: preocupação ).

Conforme o leitor deve ter prestado atenção no início deste “post”, tenho mais de uma filha. Além das filhas, tenho vários netos (rapazes e moças).Não fica bem entrar em detalhes sobre a vida de todos esses seres a quem amo e cuja existência neste mundo tem a minha participação biológica (não creio que fique bem ficar citando detalhes pitorescos de meus familiares) E agora o principal.No modo como esses seres, intimamente ligados a mim, estão vivendo neste mundo - goste ou não goste eu disso - está presente minha responsabilidade de pai.

Ora, o que talvez – veja bem, leitor amigo: talvez - possa atenuar diante do Pai de todos nós a minha culpabilidade, atenuar os meus muitos erros de ação e principalmente de omissão, é justamente o fato de ter o Ruy - e não só o Ruy como também os pais e os avós do Ruy, os bisavós do Ruy – termos nascido sob essa gigantesca envoltória cultural que é a Civilização Ocidental Moderna. Uma civilização formada sob a profunda influência do antropocentrismo , uma civilização em que o ato de ir à missa é apenas um rotineiro, um mecânico hábito de fim de semana, sem maiores implicações na vida de cada dia

Por tudo isso, leitor, quando escrevo falando entusiasmado sobre a Idade Média , quando escrevo citando entusiasmado o livro de Gustavo Corção, meu pensamento e meu coração não estão orientados para diletantismos brilhantes, lantejoulas vocabulares, coloridas frases de efeito.Angustio-me, sim, com certos silenciosos sofrimentos que não estão catalogados no demagógico e burro plano da “Fome Zero”. Sofrimentos discretos e dolorosos que não aparecem nas telas das televisões e nem no noticiário escandaloso dos jornais e da Internet

E é por isso que o erro máximo das soluções socialistas, como aquelas que há muitas décadas vêm sendo adotadas em Cuba e na China, talvez não esteja nas prisões, nos fuzilamentos e nas torturas dos opositores. Está – para mim pelo menos – no esquecimento, desprezo que seus dirigentes têm pelo mistério daquilo que constitui uma pessoa humana. Isso que o medieval, ainda que de forma inconsciente, valorizava. Haja vista, por exemplo, o brioso haro ! de Ascelino.

Concordo que bem mais fácil para mim e mais atraente para os leitores seria manter neste “blog” uma permanente censura moral das bobices políticas dos nossos e dos outros poderosos do mundo.


E que DEUS me perdoe pelo mal que tenho causado àqueles a quem amo.


posted by ruy at 9:49 da manhã

25.11.04

 
Por que é importante para nós conhecermos a Idade Média.


Antes de mais nada, é preciso que fique bem claro: este “blog” tem bem poucos leitores e esses bem poucos suponho que sejam, em sua maioria, católicos.Podemos aceitar que pessoas descrentes e/ou infensas à Igreja se desinteressem por um melhor conhecimento do Medievo, porém, no que toca a nós , católicos, considero imperdoável (a palavra é esta mesma: imperdoável) mantermo-nos em uma triste ignorância sobre aquele intervalo da história.

Abramos um parêntese.Dom Lourenço de Almeida Prado OSB, monge nonagenário e, graças a DEUS ainda bem lúcido, certa vez, a propósito da idéia de um retorno à Idade Média, comentou com sua conhecida sensatez: tal retorno seria um péssimo negócio .Declaro para os curiosos que concordo inteiramente com a opinião de Dom Lourenço. Fechemos o parêntese.

Um pouco em tom de brincadeira, digo eu que um dos pontos altos a favor da Idade Média está justamente no fato de que eles, os medievais não estavam conscientes de pertencerem a uma época bem caracterizada, algo bem análogo com o que normalmente ocorre com as crianças em uma cultura normal, isto é, uma cultura que não bajule, não corrompa as crianças fazendo com que elas percam a normal espontaneidade desse transitório período biológico da nossa vida.

Outro parêntese que julgo necessário. Mortimer Jerome Adler, dirigindo-se à sociedade americana, dizia de modo simples, porém claro e firme, que as famílias americanas erram quando deixam de tratar as crianças com tais, quando deixam de exigir de seus filhos menores um comportamento mais disciplinado, necessário ao próprio processo educativo da criança..Ele criticava o modo romantizado de olhar as crianças. Ora, o que ele dizia para seus compatriotas serve também para as nossas famílias. Fechemos o parêntese.

Pois bem, o homem típico da Idade Média era mesmo infantil , no sentido mais profundo dessa palavra. Ele não estava consciente de que estava vivendo em um mundo novo. Um mundo maravilhoso, totalmente novo, que surgira milagrosamente do desmoronamento progressivo do rutilante e onipresente Império Romano.

Aquele espírito infantil dos medievais não implica que ali houvesse um doentio infantilismo, incompatível com a tranqüila e saudável seriedade com que foram construídas as magníficas catedrais de pedra e escritos os monumentais textos impregnados com a sabedoria de Santo Tomás de Aquino.

Engraçado, Gustavo Corção, em seu nunca demais elogiado DOIS AMORES, DUAS CIDADES, cita a respeito do assunto a opinião insuspeita de um historiador judeu (Egon Friedell) , morto pelos nazistas durante a ocupação da Áustria. Cita ainda outro judeu, agora um francês, Gustave Cohen, autor do pequeno grande livro “La grande clarté du Moyen Âge.” Faz poucos dias, recebi um e-mail do meu amigo Professor B... em que ele divulgava na “web”o texto “A Jew defends the Cross”. Pois é, judeus escrevem o que deveria ser escrito por nós cristãos...

Importa para nós católicos conhecer uma época em que existiu um generalizado consenso, em que se dava o nome aos bois.Uma época em que era inimaginável, em qualquer de suas pequenas ou maiores cidades, a realização de uma parada “gay”, prestigiada por autoridades públicas.Uma época rica em sutilezas, tal como aquela que distingue a diferença entre uma atividade in-honesta e uma outra que seja nitidamente desonesta .Uma época em que era possível ouvir-se o altivo grito Haro! , dado por um simples homem do povo, em defesa de seu direito, como o que foi dado pelo desconhecido Ascelino, que inspirou a Rui Barbosa uma de suas mais belas páginas sobre a Justiça.

De fato, é bem mais trabalhoso conhecer e depois refletir sobre essa complexa realidade histórica que deixar-se levar diariamente pelo apressado noticiário da mídia.
.




posted by ruy at 9:04 da manhã

24.11.04

 

Algumas reflexões sobre o bom uso da inteligência


[É bem possível que eu já tenha editado um “post” sobre este mesmo tema.Porém, vale a pena voltar ao assunto]

Qualquer pessoa normal usa naturalmente sua inteligência. Eis aqui uma frase que poderia ser calmamente assinada pelo Conselheiro Acácio. Entretanto, ainda que ela contenha mesmo uma tola obviedade, dois termos ali presentes merecem nossa atenção. Um deles é a palavra normal , o outro o advérbio naturalmente .

Comecemos citando a definição que me foi ensinada pelos entendidos. diz-se que uma coisa existente é normal quando ela cumpre as exigências de sua natureza. Ou seja, normal não é o que acontece muitas vezes, não é necessariamente o que costuma ocorrer com bastante freqüência.

O outro termo é o naturalmente , que deve sr entendido como “de modo espontâneo, sem que o agente esteja com sua atenção voluntária voltada para o ato de estar usando a inteligência.”

O ponto em que estou pretendendo chegar é justamente este: na maioria das vezes usamos nossa inteligência de modo desatento.E talvez o grau dessa desatenção seja função de certas circunstâncias, entre elas o nosso nível de escolaridade.Note, leitor, que escrevi “talvez”.Vejamos porquê.

Houve tempo, uma remota época, em que, ao findar o então chamado Grupo Escolar , um adolescente já tinha recebido um primeiro e eficiente treinamento naquilo a que nos poderíamos referir como “a arte de pensar”. Ao terminar o seu Ginásio , o moço já mostrava, simultaneamente, um ótimo nível cultural e um desejável amadurecimento.Hoje, infelizmente, termina-se o curso universitário sem saber expressar em bom português as idéias modestas que se possuem, e digo modestas porque, durante todos esses quinze ou pouco mais anos de escolaridade, não foi adquirido o habitus da leitura metódica, atenta e, sobretudo, exigente.

Porém, não tem sido apenas na área da leitura e da redação que o ensino tem deixado muito a desejar.Poderíamos citar as distorções deletérias que foram introduzidas em certas disciplinas, tais como a História e a Geografia, transformadas maldosamente em tribuna para ideólogos nefastos fazerem covarde propaganda de idéias socialistas ou comunistas.

Bem, admitamos a melhor hipótese, a de que o nosso rapaz ou a nossa moça tenha chegado incólume ao fim do seu currículo escolar completo, isto é, sem ter sido envenenado pelos “falsos Cristos e falsos profetas”.Suponhamos ainda que muitos desses jovens formandos sejam católicos.Ora, mesmo nessa hipótese favorável, pergunto: essa pessoa sabe realmente usar de modo sistemático, consciente e voluntário sua inteligência? Essa pessoa sabe a importância da leitura de livros? E aí cabe uma observação a meu ver de capital relevância.

Muitas vezes percebo, por exemplo, na Internet, dois casos extremos.De um lado aqueles que acham que não têm mais nada a aprender. Satisfeitos consigo mesmos, agem e/ou escrevem como se tivessem raiva de quem inventou o livro.
Do outro lado, estão os que parecem envaidecer-se com a grande quantidade de livros que vêm lendo e, fazendo certo alarde dessa pletora, parecem esquecidos de que valeria muito mais reduzir um pouco o tamanho da biblioteca em benefício de certo desejável e necessário aprofundamento, em um conjunto menor de obras e autores selecionados.

[A palavra-chave aí em cima é aprofundamento , mas ela não rima – literal ou metaforicamente – com veleidades]


posted by ruy at 7:34 da manhã

22.11.04

 
Tema para os poucos amigos deste “blog” refletirem


[Antes da mais nada, agradeço o apoio amigo de alguns poucos leitores, poucos, sim, porém bons]

O Evangelho é repleto de antíteses capazes de desconcertar qualquer leitor pouco avisado sobre o assunto. Uma delas aparece na forte recomendação de Nosso Senhor, quando Ele nos diz:

- sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes”.

Antes de continuar, peço ao leitor que preste atenção naquele pronome “nos”( Ele nos diz). Veja bem, leitor amigo, os textos dos evangelhos foram escritos baseados nos fatos que aconteceram durante a passagem do Cristo por este mundo, portanto, há mais de dois mil anos. Sendo assim, alguém desatento poderia pensar que Jesus esteja falando apenas aos homens que estavam ao seu redor naqueles remotos dias.E esse é o maior engano, inclusive de muitos cristãos modernos, de muitos de nós católicos.

Muitos de nós cristãos esquecemo-nos de que Jesus é o Verbo Encarnado, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.É, portanto, o próprio DEUS habitando ente nós, independente de qual seja o tempo em que este nós esteja.

Note, leitor, o tempo é co-criado conosco, é nosso companheiro no caminho de volta para o Pai..Infelizmente, muitos de nós costumamos empurrar o tempo com a barriga.Por mais sepultamentos - de parentes, colegas e amigos - a que tenhamos assistido, o inexorável fim biológico não costuma fazer-nos parar e, parando, refletir sobre a precariedade da nossa existência neste mundo.

Muitas pessoas adotam um jeito estóico de enfrentar essa realidade, um estoicismo enfeitado com superficialidades, um estoicismo que procura passar os dias com wine and roses , com desesperada elegância. A palavra “desesperada” foi por mim de propósito ressaltada em negrito. Por quê? Porque não se trata de um desespero ruidoso, ostensivo, com lágrimas e/ou gritos. É um desespero profundo, como se estivesse ocultando, no interior de si mesmo, por traz de um sorriso zombeteiro, um desafio idêntico ao dos judeus que, diante da cruz, gritavam: “se é mesmo o Rei de Israel, desça da cruz e acreditaremos nele “(Mt, 27,42).

Entretanto, neste instante, convém não ficarmos farisaicamente achando que, pela simples razão de havermos percebido esse sombrio desespero em outras pessoas, nós estejamos dispensados de qualquer angústia, de qualquer compromisso com a busca da santidade

No “post” de ontem, o Ruy desanimado, por assim dizer, pretendeu fugir ao problema.Não é uma boa solução.Importa, sim, aceitar esse aspecto da nossa cruz de cada dia, a saber, o convívio com os que não receberam a graça da fé.E mais, não somente um convívio passivo, sem nenhum compromisso, mas um convívio atento à pobreza do outro, à triste miséria do outro. Aí se inclui uma das tarefas da imprescindível atividade da oração, a que se chama rezar por, entendida como rezar em lugar de alguém.

No domingo de ontem, começamos a semana ouvindo o trecho do evangelho de São Lucas em que o Bom Ladrão dá o seu testemunho, ele que tinha uma folha de serviços bem carregada. É preciso, pois, aguardar o último segundo, aquele em que se fará a definitiva opção. E só DEUS é quem sabe de fato o que se passa no coração do homem.


posted by ruy at 3:39 da tarde

 

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