Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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19.8.04

 
Algumas reflexões avulsas


O problema número um da China - Há vários anos venho pensando nisso.Para muitos, o maior problema chinês é o tamanho de sua população. Para outros, é o idioma, incluindo sua escrita, tão diferente das formas ocidentais de escrever. Quase todos dirão que, pelo menos em nossa época, o primeiro problema da China talvez seja mesmo o regime político que governa o país.Bem, na minha opinião, a primeira dificuldade que enfrentamos ao lidar com a China – ainda que ela deixe de ser governada pelos comunistas – consiste no fato de que ali só existem chineses.Essa maciça unidade racial durante séculos, à semelhança do que ocorreu com o Japão, tem favorecido um fechamento sobre si próprio, dificulta a desejável reciprocidade entre aquela e as demais nações. Junte-se a esse fato essencial a circunstância histórica de terem os chineses, durante séculos, sofrido a ação predadora dos ocidentais, os quais já estavam esquecidos de suas tradições cristãs, que já não mais constituíam uma Cristandade, e vamos entender por que é mesmo muito difícil relacionarmo-nos com os netos de Confúcio.

Plebiscitos Plebiscitos vêm, há milênios, sendo usados para resolver problemas das sociedades humanas (as abelhas não precisam desse recurso porque há milênios repetem suas engenhosas técnicas, obedecendo à misteriosa lei gravada em sua natureza).
Faz uns quatro ou cinco anos, a pequena e pacífica Suíça fez um plebiscito para saber se deveria ou não manter seu exército nacional. Resultado: a Suíça continua a ter seu próprio exército.
Ora, há poucos dias houve um plebiscito em um vizinho país do Brasil. Tratava-se de decidir sobre a continuidade do governante daquele povo, um povo tão maltratado por desavenças internas.Se a memória não me engana, o resultado da consulta foi favorável à continuidade do presidente, resultado esse expresso por uma porcentagem de 58%.Pois bem, dado que não ocorreu uma significativa maioria, para mim pelo menos continua existindo naquele povo um nítido desencontro de opiniões, continua a inimizade cívica, a maior inimiga do Bem Comum .
Esse recente e doloroso “affaire” político é mais um fruto moderno das arrogantes idéias Iluministas do século XVIII. Esquecidos da nossa essencial paternidade divina, os povos criaram para si próprios esses “pais” tão fajutos que são a maioria dos políticos...

Sobre a função de “rezar por” Acho que já escrevi sobre este assunto, mas creio que seja sempre bom e oportuno voltar a ele.
É bastante comum termos nossas preocupações dirigidas para as pessoas com quem nos sentimos afetivamente ligados, começando pelos familiares mais próximos, isto é, proximidade no parentesco, já que muitas vezes existe entre nós e eles uma grande distância geográfica. Em conseqüência desses amorosos cuidados – e é bom que eles existam – muitos de nós mantemos o hábito de rezar pedindo por essas pessoas queridas . Bem, e as demais pessoas, aquelas que não são estimadas por nós ? Aquelas cujos conhecidos defeitos são bem conhecidos, defeitos que algumas vezes geram a repulsa, e pior, riscam essas criaturas do nosso “caderninho de orações”.
Há um modo superficial de ler o evangelho e que consiste em permanecer na letra do que ali está escrito, sem usar a imaginação de modo inteligente, para ir mais a fundo, para captar o sentido integral do ensinamento do Cristo. Um bom exemplo disso é a parábola do Bom Samaritano.
Pensemos numa pessoa X..., alguém que conhecemos, alguém que está ligado(a) a nós por exemplo, por vínculos familiares meio distantes, alguém que terá dado, como diria Santa Terezinha, quelques mauvais pas, alguém que, por um motivo ou outro, não desejamos encontrar com freqüência,. A questão que deveríamos propor a nós mesmos é esta:
- tenho rezado por essa pessoa ? Tenho me colocado, em imaginação é claro, no lugar dessa pessoa, pedindo ao Pai de todos nós que socorra esse alguém que foi assaltado, espancado, ferido, abandonado pelas rotineiras circunstâncias de um mundo que não é mais cristão? Um mundo que coloca em primeiro lugar o vencer na vida, um mundo que vive empurrando com a barriga a indiscutível realidade da morte.
Vamos pensar nisso, amigo leitor.

Respeito ao pai Acredito que nenhum de nós gostaria de ver em seu próprio pai carnal uma pessoa que seja constantemente motivo de chacota, de ironias, de pouco crédito pela maioria da família. Sem chegar ao caso extremo – e ultrapassado - do pater famílias do tempo dos antigos romanos, havemos de convir que ao chefe da nossa família cabe ser respeitado, e não ser motivo de freqüentes piadinhas.
Ora, no sentido lato, um governante é o pai de seus governados , razão pela qual deveria cuidar para não servir de permanente alvo das graçolas de grande parte da população que ele se propôs governar.
Sinto muito.


posted by ruy at 6:23 da manhã

 

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