Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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7.9.03

 
Um apelo quixotesco.


Hoje, sete de setembro, é o chamado Dia da Pátria, data em que comemoramos a Independência do Brasil.Gostaria de comemorar este dia fazendo um apelo aos meus leitores. Depois pretendo mostrar por que o apelo de fato se correlaciona com o motivo da festiva comemoração.

Já faz algum tempo escrevi que o nome Ministério da Educação é uma infelicíssima designação dada a um órgão público cuja função burocrática é de fato gerir o “ensino”, é propiciar, sobretudo, a “escolaridade” básica a todas as crianças deste país. A educação é um processo eminentemente pessoal, sob a responsabilidade de uma pessoa adulta, portanto autônoma, isto é: não tutelada pela família ou pela escola (de qualquer nível que esta seja).Urge, pois, que se faça a mudança do nome do referido ministério para: Ministério do Ensino, ou Ministério da Escolaridade.Não cabe ao Estado dar palpite sobre minha educação !

Bem, agora vem o meu apelo. Meus leitores, na melhor hipótese, devem ser uns quatro ou cinco. Se cada um deles entender a importância da mudança de nome acima sugerida e, convencido disso, resolver divulgar a idéia, digamos, entre quatro amigos – obviamente não leitores deste blog – e cada um deles, por sua vez fazendo a mesma coisa, em breve teremos crescendo em progressão geométrica o número de pessoas que estarão alertadas para o grave problema! Mais cedo do que se pensa, logo teremos milhares, e depois milhões de pessoas alertadas.

Se a maioria das pessoas entender a importância do assunto ora tratado, nossa Independência não será simplesmente a lembrança de um fato histórico. Ela será algo plenamente vivido !


Diante da Morte.


Esquematicamente pelo menos, creio que seja possível dizermos que ocorrem três gerais possíveis atitudes nossas diante da morte.Vejamos quais sejam:
1a.)- a do “convencional” e mais “adolescente” medo (não estou aqui pensando no medo espontâneo, instintivo, aquele medo natural e sadio que nos protege quando vamos atravessar uma rua movimentada, por exemplo);

2a.)- a atitude que eu chamo “estóica”, sem que isso forçosamente signifique que a pessoa assim posicionada seja mesmo adepta daquela antiga escola filosófica. Talvez, a imensa maioria das pessoas no mundo – infelizmente – se posicione diante da morte com esse tipo de atitude.Diariamente, se formos atentos, podemos ver muitos que, estejam feridos ou não por uma doença grave e mortífera, olham com soberano desdém para essa inevitável realidade de nossa vida biológica. Gente que vai aos sepultamentos dos amigos mostrando uma impassibilidade, respeitosa é claro, porém da qual – é triste dizê-lo... – está ausente qualquer vislumbre da Esperança;

3a.)- e já que falamos, escrevemos Esperança com o E maiúsculo, o E “caixa-alta”(como diziam os antigos tipógrafos), chegamos à terceira das possíveis atitudes diante da morte, a atitude correta, aquela que fica ao mesmo tempo bem longe do medo acuado e muito mais longe ainda da impassibilidade olímpica. E por que essa terceira atitude é a certa ? Porque decorre – se esta for autêntica – da Fé n’Aquele que, morrendo pregado em uma cruz, libertou-nos do poder da morte!
Oxalá os adeptos dessa terceira atitude fossem em maioria em nosso mundo!


posted by ruy at 11:48 da manhã

6.9.03

 
China.


Faz pouco tempo, tomei conhecimento de uma interessante palestra, pronunciada na Confederação Nacional do Comércio em março deste ano, versando sobre o tema : “China”. O autor dessa atraente exposição de idéias e informações sobre o grande país asiático foi um competente engenheiro, empresário bem sucedido, homem viajado e que percorreu aquele imenso território, onde pôde observar de perto o valioso patrimônio histórico e, ao mesmo tempo, teve oportunidade de perceber as aceleradas e excitantes transformações por que tem passado a sociedade chinesa.

Não vou transcrever todas as impressões do palestrante, as quais ficaram registradas em artigo, muito bem escrito, publicado na revista “Carta Mensal” de maio deste mesmo ano. O leitor curioso poderá, se quiser, consultar aquele excelente mensário. Cito apenas as palavras finais do texto da palestra, a saber:

Não obstante os enormes obstáculos a vencer, reina muito otimismo.Os chineses que construíram Cingapura (ao sul da Malásia) , Taiwan, Hong Kong e Xangai, que acumulam neste início de 2003 mais de US $ 400 bilhões de reservas cambiais, que se mantém unidos apesar das 53 diferentes etnias e das diferenças regionais, que falam uma língua sem alfabeto ou gramática, em que cada palavra pode ser um sujeito, um verbo, um adjetivo ou um advérbio de acordo com o contexto e entonação, em que os 40 mil caracteres da escrita significam idéias e não letras, em que campeia a superstição e onde a religião não tem Igreja, essa China não pode ser – não é e nunca foi – facilmente compreendida pelos nossos padrões de análise e julgamento.
O destino da China é a grandeza.
E é isto,creio, que lhe reserva o futuro.


Bem, neste instante, faço estas 3 perguntas aos meus botões (ou ao leitor que se disponha a respondê-las):
- por que o palestrante não fez nenhuma referência à história do padre Vicente Lèbbe, missionário Lazarista, que durante muitos anos trabalhou na China, e que tendo lá vivido como se chinês fosse, conseguiu realizar o sonho de ver – graças aos seus esforços - a ordenação dos primeiros bispo católicos chineses ?
- por que não fez nenhuma referência aos atuais católicos chineses (incluindo alguns corajosos bispos não subservientes ao regime) que sofrem a silenciosa repressão do governo comunista que dirige o país?
- o que significa precisamente, em termos de real valorização humana, dizer que um país “tem como destino a grandeza” ? A qual grandeza se referia o palestrante ?


A perda do sentido da Esperança.
Muitos analistas brasileiros que se propõem a nos explicar como se deu a eleição de um presidente sem outros predicados além da natural simpatia que despertam em nós as pessoas simplórias, falam sobre a assombrosa habilidade de um notório “marqueteiro” ( a palavra é horrível, mas que fazer ? ...).Para mim pelo menos, tal explicação não esgota o assunto. Acho que pelo menos três fatores, atuando continuamente durante algumas décadas, contribuíram para esse recente melancólico resultado eleitoral:

1o.- a decadência do curso secundário. Transformado em mera ponte para o vestibular, deixou de despertar nos alunos a percepção dos valores do bem, da verdade e da beleza;

2o.- o achincalhe dos costumes. A facilidade com que medíocres programas de televisão penetraram (e ainda penetram)nos lares do país acabou amortecendo o sentido ético de milhões de pessoas psicologicamente desarmadas;

3o.- o esvaziamento da espiritualidade. Em muitas partes do Brasil, a religião passou a ser vista apenas como um caminho para o bom relacionamento entre as pessoas e/ou para a solução de problemas sociais.

Esse conjunto de fatores corrosivos, agindo em paralelo, levou a maioria dos eleitores a uma generalizada perda do sentido da Esperança, com E maiúsculo. E essa perda acaba sempre tornando qualquer população mais vulnerável à propaganda dos velhos e teimosos vendedores da ilusão socialista, em suas várias formas, umas mais outras menos opressoras.



posted by ruy at 1:05 da tarde

5.9.03

 
Um poema de Jorge de Lima.


Graças à grande gentileza de S.M. (muito obrigado, S.M. !), recebi ontem de manhã a cópia do “Poema do Cristão”, de Jorge de Lima. Eu já conhecia esses belíssimos versos que o grande poeta, em seu leito de doente terminal, gravou em disco para a biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.Minha cópia antiga se perdera em alguma curva desta longa estrada...
Neste poema, cada um de nós que procura diariamente, aos trancos e barrancos, viver conscientemente o seu batismo, viver os ensinamentos que recebeu da Mãe e Mestra, cada um de nós cristãos – que muitas vezes não somos moralmente melhores que muitos outros homens – encontramos um magnífico resumo de nossa atribulada vida de peregrinos neste Vale de Lágrimas (note o leitor que o último verso é um versículo do salmo 50, o Miserere ). Vai aí, pois, para quem ainda não conhecia, o maravilhoso poema:


Poema do Cristão.

(Jorge de Lima ).

Porque o Sangue do Cristo
jorrou sobre meus olhos,
a minha visão é universal
e tem dimensões que ninguém sabe.
Os milênios passados e os futuros
não me aturdem, porque nasço e nascerei,
porque sou uno com todas as criaturas,
com todos os seres, com todas as coisas
que eu decomponho e absorvo com os sentidos
e compreendo com a inteligência
transfigurada em Cristo.
Tenho todos os movimentos alargados.
Sou ubíquo: estou em Deus e na matéria;
sou velhíssimo e apenas nasci ontem,
estou molhado dos limos primitivos,
e ao mesmo tempo ressôo as trombetas finais,
compreendo todas as línguas, todos os gestos, todos os signos,
tenho glóbulos de sangue das raças mais opostas.
Posso enxugar com um simples aceno
o choro de todos os irmãos distantes.
Posso estender sobre todas as cabeças um céu unânime e estrelado.
Chamo todos os mendigos para comer comigo,
e ando sobre as águas como os profetas bíblicos.
Não há escuridão mais para mim.
Opero transfusões de luz nos seres opacos,
posso mutilar-me e reproduzir meus membros, como as estrelas do mar,
porque creio na ressurreição da carne e creio em Cristo,
e creio na vida eterna, amém!
E, crendo na vida eterna, posso transgredir leis naturais:
a minha passagem é esperada nas estradas;
venho e irei como uma profecia,
sou espontâneo como a intuição e a Fé.
Sou rápido como a resposta do Mestre,
sou inconsútil como Sua túnica,
sou numeroso como a sua Igreja,
tenho os braços abertos como a sua Cruz despedaçada e refeita
todas as horas, em todas as direções, nos quatro pontos cardeais;
e sobre os ombros A conduzo
através de toda a escuridão do mundo, porque tenho a luz eterna nos olhos.
E tendo a luz eterna nos olhos, sou o maior mágico:
ressuscito na boca dos tigres, sou palhaço, sou alfa e ômega, peixe, cordeiro comedor de gafanhotos,
sou ridículo, sou tentado e perdoado, sou derrubado no chão e glorificado, tenho mantos de púrpura e de estamenha, sou burríssimo como São Cristóvão e sapientíssimo como Santo Tomás. E sou louco, louco, inteiramente louco, para sempre, para todos os séculos, louco de Deus, amém!
E, sendo loucura de Deus, sou a razão das coisas, a ordem e a medida;
sou a balança, a criação, a obediência;
sou o arrependimento, sou a humildade;
sou o autor da paixão e morte de Jesus;
sou a culpa de tudo.
Nada sou.
Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam!


*****
[ Este é um poema cuja leitura a gente termina com os olhos molhados].







posted by ruy at 3:53 da manhã

4.9.03

 
Um poema que eu desconhecia.


Pois é, é bem possível que os leitores deste blog já tenham visto várias vezes minhas referências ao meu amigo M...De fato, ele é um fiel acompanhante destas divagações e volta e meia me envia um texto bom para ler e divulgar no Despoina. Como vocês devem estar lembrados, pedi que alguém me conseguisse cópia do "Poema do Cristão" de Jorge de Lima. Ora, M... não tinha esse poema, porém enviou um (que eu não conhecia) sobre Jorge de Lima. Segue abaixo para que todos vocês todos possam ler !

NOTÍCIA DO CÉU.

A 15 de Novembro de 1953,
Jorge de Lima chegou ao Céu.
Houve grande festa,
porque não é todo o dia
que um homem bom chega ao Céu...
Os Anjos quiseram homenageá-lo
e, à sua passagem,
acenderam as estrelas à guisa de lampiões...
Todos foram recebê-lo:
Mira-Celi abriu os braços etéreos para ele.
Orfeu abraçou-o, pedindo-lhe nova Invenção.
a Nega Fulô, vaidosa, ostentava brincos de luar.
(E dizia que não eram da Sinhá, não!...).

Assim que ele chegou, quis trabalhar.
Mas os Anjos lhe disseram:
"Descansa agora... que a Eternidade te espera!..."
E descansou naquele dia.

Hoje, quem subir ao Céu de manhãzinha há de vê-lo sempre
na subida da Ladeira do Arco-Íris,
para as bandas do Caminho das Estrelas.
Lá está ele auxiliando Deus,
com uma paleta de raios de sol...
Dourando nuvens para o arrebol...


(Elmo Gomes ).


Obrigado, M...! Gostei e estou divulgando ! Tenho esperança de encontrar ainda os versos do próprio Jorge !


Uma reflexão aleatória.


O sermos católicos não nos deve impedir de sermos alegres, de termos um sadio bom humor. Já houve um santo que disse isto: "um santo triste é um triste santo...". É claro que devemos cultivar a boa alegria, mas sem perder a elegância. Cultivá-la de forma inteligente.


Agradecimento muito especial.

São 07 54 h. - Neste instante, S.M... ..acaba de me enviar cópia do Poema do Cristão, de Jorge de Lima.
Muitíssimo obrigado a S. M... ! Logo divulgarei o poema neste blog !




posted by ruy at 4:00 da manhã

3.9.03

 


posted by ruy at 4:38 da manhã

 
Ainda sobre a leitura.


Há pouco falei sobre a leitura, mas creio que faltou ali uma observação muito importante, necessária mesmo, referente a um papel que a leitura pode - e deve - desempenhar em nossa vida.

Seria, talvez, perda de tempo lembrar aos leitores (os bem poucos deste blog) o fato de vivermos nestes dois últimos séculos em um ambiente poluído. Poluído não só pelos gases tóxicos, pelos rejeitos lançados nas águas, pelo barulho de aviões e veículos motorizados etc., mas poluído também pelo excesso de informação, conforme nos lembrou em excelente artigo de 1982 (publicado em Seleções), o escritor americano Daniel Boorstin. Em resumo: vivemos em um mundo que constantemente nos agride. Pergunto: quem pode dizer se essa agressão talvez não seja uma das causas da fuga de muitas pessoas através do nefasto uso das drogas ?

O hábito da leitura (ou melhor seria : o hábitus da leitura) surge nesse ambiente como um verdadeiro oásis, um silencioso e acolhedor oásis, para restaurar nossa vontade de viver, para escaparmos de uma visão pessimista da existência humana, para descobrirmos coisas que ignorávamos, e reencontrar outras esquecidas.Entre estas, uma que é de nuclear importância: o fato de que, na ordem da Caridade, cada um de nós é o seu primeiro próximo.A leitura, a boa leitura, a leitura bem feita, nos reconcilia com nós mesmos.


Pedido aos amigos.

Se alguém tiver, por favor,peço que me envie por email uma cópia do "Poema do Cristão", de Jorge de Lima. Obrigado.


Rezar.


Deveria ser quase sem cansaço,
tal como brincadeira de criança;
bem espontâneo, como o respirar;
e cheio de confiança,
como um filho falando com seu pai.


Hoje, 3 de setembro-
São Gregório Magno, Doutor da Igreja, rogai por nós; ajudai-nos a rezar sempre !




posted by ruy at 4:33 da manhã

2.9.03

 
A paixão por uma idéia.


Todos conhecemos os perigos que rondam as paixões humanas.Volta e meia os jornais noticiam crimes violentos cometidos sob a explosão do ciúme de um homem ou de uma mulher, ou crimes estúpidos motivados por uma desmedida preferência futebolística.Discussões iradas no trânsito muitas vezes têm acabado em absurdas tragédias.
Tudo isso é sobejamente conhecido pelo leitor deste "post".São informações Acacianas. Porém, existe uma paixão que talvez seja a mais perigosa ainda que não seja facilmente percebida pela maioria das pessoas.Estou pensando na paixão por uma idéia.
Os grandes revolucionários foram e têm sido homens apaixonados por uma idéia.Da Revolução Americana, passando pela Francesa, pela Bolchevista até as mais recentes, em todos esses movimentos a mola mestra (com perdão deste lugar-comum ) foi e tem sido essa paixão.

O grande problema atual em nosso País consiste em termos à cabeça do Governo um homem de poucas idéias - coitado... - e por trás dele, agindo em silêncio, falando com voz mansa, controlada, quase como se fossem médicos bondosos, a presença constante de uns dois ou três homens obstinados, apaixonados por esta sombria idéia: a de transformar o Brasil em um enorme "colégio interno", com a população bem atendida em suas necessidades básicas (instrução, saúde e moradia), porém fazendo-tudo-o-que-o-mestre-mandar.

Vários intelectuais : filósofos, professores, jornalistas (ou isso tudo em uma só pessoa) ao falarem em Cristianismo deixam transparecer para o leitor de seus textos, isto é, do escritor que estamos lendo, que no centro do Cristianismo esteja um conjunto de luminosas idéias.Esse é mais um triste, um perigoso equívoco, porquanto naquele centro o que está realmente é uma Pessoa, a principal das pessoas.Uma Pessoa que, se deve ser ouvida nos ensinamentos, nas idéias que nos deixou há vinte e um séculos, muito mais deveria ser amada por todos os seres humanos. Mas, estes, ou melhor dizendo: nós, muitas e muitas vezes damos preferência às nossas próprias idéias...


A Cristandade.


Faz mais ou menos uns seis séculos, deixou de existir a Cristandade. Conseqüência de um declínio filosófico e ao mesmo tempo religioso, surgiu na sociedade Ocidental um antropocentrismo que acabou levando as nações a uma orgulhosa auto-suficiência, a uma arrogante recusa do Pai comum. A crença nessa Paternidade obviamente por si só não evitaria eventuais conflitos entre os países; mas com certeza poderia sempre ser o começo de uma paz autêntica, sem ressentimentos, sem desejos de vingança.

Ora, é fácil entender a conversão de uma pessoa; é fácil compreender o desejo que teve o filho pródigo de voltar à Casa Paterna.Porém, como esperar que nações inteiras resolvam fazer um coletivo retorno ? E é justamente este o drama crucial do mundo Ocidental moderno...
(as pessoas apressadas, que têm um modo superficial de julgar os fatos, colocam o problema em termos de PIB, reservas de petróleo, conservação do ambiente, controle da natalidade, etc. ...)


posted by ruy at 4:29 da manhã

1.9.03

 
Palavras.


Mais uma vez, meu amigo M... me envia um bom texto. Agradecendo esse gesto de amizade, esse generoso testemunho de um fiel leitor deste mal alinhavado blog, não quero privar os outros poucos leitores (talvez uns três ou quatro) da leitura do poema.
["Autor desconhecido", disse M...; mas bem pode ter sido ele mesmo quem escreveu e modestamente está omitindo seu nome ! ] Aí vai:

As palavras sempre ficam

Autor(a): (Autor Desconhecido)

"Se me disseres que me amas, acreditarei.
Mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.

Se me falares da tua saudade, entenderei.
Mas se escreveres sobre ela,
eu a sentirei junto comigo.

Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei.
Mas se a descreveres no papel,
o seu peso será menor."

...e assim são as palavras escritas:
possuem um magnetismo especial,
libertam, acalentam, invocam emoções.

Elas possuem a capacidade de,
Em poucos minutos, cruzar mares,
saltar montanhas, atravessar
desertos intocáveis.

Muitas vezes, infelizmente, perde-se o
autor, mas a mensagem sobrevive ao
tempo, atravessando
séculos e gerações.

Elas marcam um momento que será
eternamente revivido
por todos aqueles que a lerem.

Viva o amor com palavras faladas e escritas.
Mate saudades, peça perdão, aproxime-se.
Recupere o tempo perdido, insinue-se.
Alegre alguém, ofereça um simples "bom dia".
Faça um carinho especial.

Use a palavra a todo instante,
de todas as maneiras.
Sua força é imensurável.

Lembre-se sempre do poder das palavras.

"Quem escreve constrói um castelo,
e quem lê passa a habita-lo".


O "mistério" e o mistério de Isarael.


O M... é mesmo uma pessoa formidável ! Hoje de manhã, em mensagem anterior a essa que trouxe o poema, meu bom amigo deu sua opinião sobre o mistério de Israel, assunto de um recente post editado neste blog.
Bem, em que pese à minha amizade por M..., devo fazer uma ressalva. Parece-me que o meu amigo ficou mesmo intrigado foi com o "mistério" do Estado de Israel. Ora, segundo vejo a questão, o "mistério" (entre aspas) do Estado de Israel faz parte do mistério do povo de Israel. De modo análogo, o fato de que a imensa maioria dos cristãos não vive em plenitude a mensagem trazida pelo Cristo constitui um dos mistérios do Cristianismo, entre os quais o mistério da paciência infinita de Deus, que sempre respeita a liberdade humana. Por exemplo: diga-me, amigo M..., em quantos lares católicos, atualmente existentes neste nosso Brasil (tido como o maior país católico do mundo), as pessoas têm o salutar costume de rezarem juntas pelo menos uma vez por dia ?

Mais uma vez, obrigado M... ! Deus lhe pague !


Citado em um "site" católico americano:
For the Son of God became man so that we might become God.
-- St. Athanasius, De incarnatione.




posted by ruy at 3:39 da manhã

 

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