Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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3.8.03

 
A liberdade junto com a obediência e a disciplina.


Um aspecto bem interessante da Igreja, desconhecido pelas pessoas cheias de preconceitos ou desinformadas sobre a nossa “Mater et Magistra”, é o que se refere à enorme variedade de temperamentos que pode haver entre os fieis católicos, sendo-lhes respeitadas as tendências pessoais, as vocações naturais de cada um. Essa diversidade pode ser (ou podia ser) observada nas diferentes ordens religiosas que militam na Igreja.

Sobre esse aspecto da multiplicidade dentro da mesma obediência e da mesma disciplina, existe uma historieta bem sugestiva. Vamos contá-la a seguir.
Viajavam em uma mesma cabine de trem quatro religiosos: um beneditino, um franciscano, um dominicano e um jesuíta. Era de noite e os quatro estavam, em certo instante, cada um lendo seu respectivo breviário, o livro oficial dos textos e das orações diárias da Igreja. De repente, queima-se o filamento e a lâmpada da cabine se apaga; o ambiente fica totalmente escuro.

Que fazem os religiosos ? O beneditino continua rezando de memória o salmo que estava no breviário; o franciscano fica meditando sobre o mistério da criação da luz; o dominicano começa a pensar na palestra sobre Santo Tomás de Aquino que vai proferir no dia seguinte. Bem, a luz se acende quando o jesuíta, em pé sobre a mala, troca a lâmpada por uma nova que ele conseguiu com um dos cabineiros do trem.


A prova prática.


O homem morava com sua mulher em uma casinha simples, bem perto dos trilhos e a uns dois quilômetros afastada da pequena estação de trem. Sua função consistia em acionar diariamente, à mesma hora, uma chave que fazia um pesado vagão de carga entrar em um desvio e, logo em seguida, voltar a chave à posição original porque uns dez minutos depois viria na linha principal um trem da passageiros.

Certo dia, veio ao local uma comissão da estrada de ferro para aplicar no funcionário um exame a fim de que ele pudesse ser promovido. Havia uma prova escrita e outra prática, consistindo esta em perguntas.Nessa hora, um dos examinadores perguntou ao funcionário: “ Suponha que você, no momento em que vai puxar a chave de volta, verifica que ela travou, não lhe obedece e você, de repente, escuta ao longe o apito de um trem de passageiros que se aproxima. O que você faz ?”
- Ah, eu pego a bandeirola vermelha e a sacudo para alertar o maquinista e ele poder frear o trem !
- Mas, suponha que é de noite, e noite escura. O maquinista não verá a bandeirola.
- Bom, aí eu sacudo a lanterna vermelha !
- Mas, suponha que a lanterna caiu, bateu em uma pedra e se quebrou.
- Aí eu corro até a minha casa, pego um pedaço de lenha que está queimando no fogão e volto correndo para sinalizar com ele !
- Mas, está chovendo e a chuva apagou o tição.
- Bem, aí eu grito e chamo a minha mulher !
- E para que você chama sua mulher ?
- Ah! Eu grito prá ela: Maria ! Vem ver que baita desastre vai acontecer !



posted by ruy at 7:17 da manhã

2.8.03

 
“ Brave New World ”.


Quando vemos grupos organizados (...) de homossexuais promoverem ruidosas e agressivas campanhas contra uma instituição religiosa – a Igreja - em revide à oposição que essa instituição vem fazendo contra a absurda pretensão de tornar legalizadas, como se reais casamentos fossem, as uniões entre esses pares infelizes, oposição aquela feita justamente em defesa da Lei Natural, a lei que Deus inseriu no fundo da mente e do coração humano;

quando vemos institutos de pesquisa dirigidos por cientistas, isto é,“ipso facto” por homens supostamente inteligentes, se dedicarem ao atrevido desenvolvimento da clonagem de seres humanos, sem perceberem, sem se lembrarem de que, processando tais experimentos, esses mesmos cientistas livremente assumem o tenebroso papel de alguns dos chamados “falsos Cristos” que o Evangelho profetizou que viriam no final dos tempos ;

quando vemos um jovem e talentoso universitário, com nítida vocação literária, com indiscutível veia poética, capaz de escrever de modo inteligente e sensível tanto em prosa quanto em verso, quando vemos esse moço alegre, entusiasmado, saudável, sem conseguir tempo para poder escrever, para colocar no “site” que edita - com raro bom gosto - o valioso produto de sua criatividade, e sem tempo porque está premido pelo ritmo da correria, pelo cansaço advindo das inumanas exigências do trabalho moderno;

quando vemos diariamente fatos desses tipos e muitos outros mais que não cito para não alongar este post, arrisco-me a dizer que estamos vivendo uma situação bem próxima daquela que Huxley vislumbrou, com muita perspicácia, em seu clássico romance.


Uma passagem da vida de Santa Teresa d’Ávila.

(em homenagem a A.M. )

Contam que a grande santa espanhola ao iniciar a dificílima obra da reforma da Ordem do Carmelo pediu o auxílio dos frades daquela Ordem. Atendendo ao apelo de sua irmã em Cristo, compareceram diante dela dois frades carmelitas: um alto, forte, cheio de corpo, e um outro baixinho, magro, que era justamente São João da Cruz (obviamente em carne e osso, ainda não canonizado). Santa Tereza depois de conversar com os dois comentou:
- “Ótimo ! Já temos, para começar, um frade e meio !”
O frade grande, satisfeito consigo próprio, sorriu e levantou o queixo. Ao que a espanhola atrevida rápida retrucou:
- Não, meu irmão! O frade inteiro é o seu amigo, não você !



posted by ruy at 12:14 da tarde

1.8.03

 
O bom silêncio.


Depois de um longo dia de muita buzina, freadas bruscas, xingamentos raivosos, sirenes de ambulâncias, barulho de ar condicionado; conversas em voz alta nas ruas, no elevador, na cantina, nos corredores da escola (!...) e várias vezes na sala de aula – fazendo a gente dar pito em alunos que teimam em conversar na hora indevida - depois de um dia assim de muito ruído, resolvi colocar novamente neste blog um poema que já divulguei aqui meses atrás :

Londres.

Eu queria ir a Londres;
não para ver o Tâmisa,
com suas águas mansas,
não para olhar o Parlamento,
ou escutar o Big Ben;
nem para visitar a velha torre,
onde habitam históricos fantasmas;
nem para apreciar Trafalgar Square
e o grande Nelson olhando lá de cima.
Porém, queria mesmo ir a Londres
para ouvir, com muito gosto,
a fala silenciosa de seu povo.


Em louvor a Nossa Senhora.


Houve um tempo – já distante...- em que multidões acorriam à esplanada da Basílica da Aparecida. Não para ficarem, ali nas margens pacíficas do Paraíba, sacudindo agressivas bandeiras vermelhas, vociferando certas exaltadas reivindicações a favor de “reforma agrária “; não para exibir diante da televisão outras manifestações quejandas; porém, sim, para entoar sonoros e piedosos louvores à Santíssima Mãe de Deus. Lembro-me de antigos versos como estes :
“O’ Maria, concebida
sem pecado original,
hei de amar-vos toda a vida
com ternura filial.


“Vossos olhos a nós volvei,
Vossos filhos protegei !
O’ Maria, o’ Maria ,
Vossos filhos protegei !”



O’ Deus ! Quando nos tornaremos - cumprindo a própria advertência do Cristo – quando nos tornaremos de novo a ser semelhantes às crianças ?

[ Pena que o Ruy não possa colocar música neste blog...]


posted by ruy at 5:01 da tarde

31.7.03

 
Santo Inácio de Loiola.


Todo santo, isto é, todo homem ou mulher canonizado(a) pela Igreja é "universal", é "católico" ( pois este é o sentido da palavra católico, muitas vezes esquecido).
Ora, essa universalidade do santo não impede que muitos deles tenham mostrado em vida certas características bem próprias do país, do povo de onde eles brotaram. É isso que nos permite dizer: Santo Inácio de Loiola e Santa Tereza D'Ávila são bem espanhóis, são mesmo daquela áspera região onde durante séculos vem sendo praticado o que eles chamam, com muito brio: a arte de tourear.Vejam, por exemplo, a raça com que os times de futebol espanhóis disputam os campeonatos de futebol.Se pensarmos no substantivo "espanhol", o último adjetivo que pensaríamos colocar à direita desse nome seria o de "efeminado". São dois nomes que, como dizem os franceses: "hurlent de se trouver ensemble."

Pois é, foi dessa dureza que Deus, o inefável diretor desse gigantesco drama que é a história da Salvação, se valeu para começar a pôr ordem na Casa, desarrumada pela chamada "Reforma " protestante.

Tenho um enorme carinho com a ordem dos jesuítas, porque foi a um filho de Santo Inácio que, já faz muitos anos, Ruy Maia Freitas convictamente disse isto: "Padre, eu quero voltar à Igreja !"


Bob Hope.


Faz poucos dias, faleceu, quase centenário, o humorista Bob Hope. Por meio do obituário( que palavra horrível esta...) divulgado na Internet fiquei sabendo que Bob Hope se chamava de fato Leslie, e não Robert, era inglês, e não americano, como sempre supus que ele fosse.
Talvez por ser mesmo inglês é que Bob Hope tenha, com muita habilidade, divertido várias gerações de pessoas no mundo inteiro, ou pelo menos naquelas partes do mundo onde se consegue ver a diferença entre o sadio senso de humor e o gosto pela palhaçada, pela piada chula. Lembro-me de um gracejo dele, na época da Segunda Guerra mundial. Dizia ao seu auditório repleto :
"a firma em que trabalho tem participado muito do esforço de guerra. Os senhores com certeza têm visto no cinema aqueles novos aviões de bombardeio. Ora, a nossa empresa é que fabrica os alfinetes que prendem na prancheta os desenhos dos engenheiros projetistas ! "

Quase centenário. É como um lembrete para nós. Por mais que dure, a vida neste mundo é sempre curta. Mas, o próprio nome do humorista como que nos sugere neste instante que isso não nos deve entristecer: Hope = esperança.Que DEUS acolha em sua Casa aquele filho que, durante décadas, fez tanta gente sorrir neste mundo.


posted by ruy at 4:54 da manhã

30.7.03

 
Democracia.


Faz uns dois dias assisti na televisão a um antigo filme em preto e branco, estrelado por Marlon Brando : “Viva Zapata ! “
Filmes sobre temas históricos, se ficarem razoavelmente fiéis aos fatos, se não exagerarem em certos lances românticos, podem despertar-nos para algumas verdades mal percebidas ou esquecidas em nosso estudo da história (gosto de escrever o nome desta ciência com “h” minúsculo , para evitar, escrevendo-o com “H” maiúsculo, conceder a esse tipo de conhecimento um caráter misterioso, esotérico, tão ao gosto dos marxistas ).

Os antigos gregos, ao que saiba, jamais se reuniram na Ágora para votarem uma proposição deste tipo: “vamos adotar para nossa cidade um regime democrático ?” Tal tipo de regime ocorreu entre eles de modo espontâneo, graças à especial vocação daquele povo, graças às próprias condições geográficas, ao clima e outras condicionantes favoráveis. Os políticos da época, mesmo os mais ambiciosos, agiam de modo naïve; não estavam muito preocupados em fazer ad hoc uma experiência com “idéias democráticas”, com uma “filosofia democrática de governo.” Essa intencional experiência é a que virá a ocorrer no século XVIII , mediante a voluntariosa ação dos Iluministas.

O interessante filme sobre o revolucionário Zapata, além de me exibir o pálido esboço de uma fase da história mexicana, me fez ficar pensando a quantos desatinos, a quanta violência, a paixão por uma idéia, cultivada por um grupo de “grandes iniciados”, acaba levando as pobres, indefesas multidões de pessoas comuns; em quantos equívocos deságua a orgulhosa auto-suficiência do homem que se considera um iluminado ...
(e aqui não estou pensando no infeliz Zapata)


A importância de um sorriso.


Um gentil comentário que recebi a respeito de um post recém editado neste blog levou-me a transcrever abaixo pequeno trecho do editorial de 1o. de janeiro de 1994 de “La Civiltá Cattólica”, órgão oficial do Vaticano. Veja o leitor com atenção como o autor do texto ora citado consegue, com muita simplicidade, nos alertar para o significado, para a importância do sorriso.

Um belo sorriso é um dom do céu, mas é sobretudo uma arte a se conquistar com paciência e empenho. É a arte dos que são animados pela bondade e pelo amor. Essas duas virtudes irmãs permitem considerar os outros não como estranhos ou, pior, como inimigos, mas sim como pessoas iguais a nós, talvez necessidades de ajuda, talvez à espera de um sinal de solidariedade que não as faça sentirem-se isoladas e abandonadas a si mesmas, em mundo frio e hostil. O sorriso da bondade e do amor exprime a vontade de abertura ao outro, cria um laço de solidariedade, torna as pessoas familiares, transforma a comunidade humana em uma grande família, subtrai o indivíduo à impersonalidade que o ofende e lhe faz mal.
Sorrir a uma pessoa é fazer-lhe um dom dos mais preciosos, porque o sorriso nasce da alma. Por vezes tem um poder extraordinário, tanto sobre quem o dá como sobre quem o recebe; o primeiro experimenta uma sensação de renascimento e de satisfação espiritual, o segundo sente despertar em si um potencial de bondade, muitas vezes desconhecido.




posted by ruy at 8:37 da manhã

29.7.03

 
Dia de Santa Marta.


Hoje, 29 de julho, a Igreja celebra a memória de Santa Marta, irmã de Lázaro e de Maria.
É muito comum entre nós católicos, quando se fala em Santa Marta, lembrar o episódio narrado no Evangelho de São Lucas, capítulo 10, vs. 38 a 42. Naquela passagem, Nosso Senhor , sendo interrompido em sua conversa com Maria pela reclamação de Marta, que alegava estar trabalhando sozinha, faz a famosa declaração que, ao longo dos séculos, ficará para sempre como a definição da prevalência da vida contemplativa sobre a vida ativa.
Ora, aí cabem duas observações, dirigidas aos apressados admiradores da Maria, a que estava quieta ouvindo os ensinamentos do Mestre enquanto Marta se cansava na cozinha e na faxina da casa. Disse "apressados" porque os Evangelhos devem ser, todos, lidos com maior atenção.

A primeira observação é quanto às tarefas de Marta. Não somos anjos. Em conseqüência, até o mais santo entre nós homens precisa comer, precisa de roupas para dar dignidade e conforto a seu corpo, precisa de sapatos para que seus pés não se firam nas calçadas ásperas (e muitas vezes sujas...) das ruas da cidade, e vai por aí. Precisamos, sim, e muito, das muitas " Martas " que cozinham nosso alimento, que passam nossas camisas, que consertam nossos sapatos. A Marta do Evangelho só recebeu aquele "pito" , delicado porém firme, quando reclamou. Tivesse ficado quieta e não teria ouvido a caridosa advertência. Mas, Deus se valeu da impaciência de Marta para nos ensinar a correta hierarquia nas atividades humanas.

A outra observação - importantíssima - é referente ao que está no Evangelho de São João, capítulo 11, vs, 1 a 44, onde se descreve o emocionante episódio da ressurreição de Lázaro. Lembremo-nos disso: enquanto Maria chora, no interior da casa, a morte do irmão, é Marta quem sai e vai ao encontro de Jesus, mostra sua total confiança no poderio do Cristo e, em seguida, faz uma solene declaração de fé na ressurreição que haverá no final dos tempos. Nosso Senhor atende, digamos assim, ao implícito pedido de Marta, e aproveita mais uma vez a oportunidade para ensinar, às duas irmãs e a todos nós, realidades essenciais à nossa vida.


Santa Marta, rogai por nós !



posted by ruy at 9:28 da manhã

28.7.03

 
Citando meu amigo Magno.


[Começo transcrevendo o post do meu amigo Magno, publicado hoje. São apenas algumas reflexões com cujas idéias concordo inteiramente.]

Algumas reflexões matinais.

( Magno Stavacca Jr.)

O milagre.- Na missa de ontem, o padre S. , ao fazer sua homilia, comentava o infeliz procedimento de muitos pregadores, padres brasileiros, que têm feito a barbaridade ( este termo é por minha conta) de deturparem a narrativa do Evangelho em que é narrada a milagrosa multiplicação dos pães feita por Nosso Senhor. A perda da crença no milagre é muito grave, mormente quando ela ocorre naqueles que deveriam ser os pastores do rebanho, e não exaltados promotores da Justiça Social. Vamos rezar para que todos, padres e leigos, não percamos nosso maior tesouro : a fé recebida em nosso batismo.


A caridade. – Em geral, quando se fala nesta palavra, muitos pensam logo na esmola, na ajuda material aos necessitados. Em que pese a importância das chamadas “obras de misericórdia” (quem ainda se lembra de quantas são e quais são elas ? ) , o fundamental é mesmo o amor sobrenatural ao próximo, seja ele pobre ou rico, simpático ou – como se costuma dizer – um tremendo chato de galocha.
Santa Terezinha, reclusa no Carmelo, estava ligada ao mundo por meio de uma profunda caridade. Haja vista a misteriosa conversão do criminoso Pranzini, prestes a ser executado.


A oração. - O ato de rezar na vida espiritual de um cristão deveria ser como o ato de respirar é na vida natural: espontâneo. Mas, essa espontaneidade, que na vida biológica já nascemos com ela, na vida do espírito precisa ser adquirida com o hábitusEste não deve ser confundido com o hábito, mera repetição mecânica. Ter o hábitus de rezar, no sentido tomista do termo, significa que podemos estar rezando sem que tenhamos clara consciência disso. Quem adquiriu esse hábitus é alguém de quem se pode dizer: “fulano é um homem de oração”, mesmo que esse alguém não viva segurando as contas de um rosário, mesmo que ninguém o veja sussurrando piedosas jaculatórias.


A busca da santidade.-( Esta reflexão se correlaciona com a anterior) – A vida cristã longe de ser uma constante preocupação com o ser bem-comportado, deveria ser, sim, a permanente procura do fazer a vontade de Deus. Afinal, como Ele nos criou, é Ele quem pode dar perfeita solução para todos os nossos problemas. E Ele se interessa de tal modo por nós que realizou a inefável, a maravilhosa presença histórica que começa em uma gruta sem brilho e sem conforto, passa pelos tormentos físicos e morais da Paixão, depois pela assombrosa ressurreição e, pouco depois, pela gloriosa subida ao Céu, de onde retorna, escondido e em silêncio, cada vez que um simples padre qualquer repete, na missa, aquelas mesmas palavras solenes ditas na ceia da Quinta-feira Santa.


Parece, mas não é anedota...


Um jovem amigo meu, o L., fez seu curso secundário (ginásio e colégio ) em um famoso colégio religioso, bem conhecido pela excelência do ensino ali ministrado e, sobretudo, pela seriedade, pelo rigor das exigências feitas aos alunos, quer quanto ao desempenho escolar, quer quanto ao comportamento, dentro e fora das salas de aula.
Meu amigo L. , em que pesasse sua continuada dedicação, tinha certa dificuldade para acompanhar o ritmo da turma. Por isso, sempre que estava para começar a resolver uma prova qualquer, mas em especial as de matemática e de física, L. se concentrava em rápida oração, discreta, mas sempre observável pelos companheiros de turma.
Um deles, que fazia parte dos “sofredores”, dos que se arrastavam no curso, um dia, logo depois que L. terminou sua curta oração, fez este irreverente comentário:
- “ L., todo mundo reza para não ir para o Inferno. Você reza para ficar nele...”


posted by ruy at 2:06 da tarde

 

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