Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





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27.7.03

 
O maravilhoso mistério da Idade Média.


Venho lendo o livro (dado como presente de Natal presente por minha filha caçula): “Pensar na Idade Média”, de Alain de Libera, editora “34”, 1999.O título, como em certo trecho escreve o próprio de Libera, pode tanto ser entendido como uma referência à maneira como se pensava no Medievo, ou como um apelo a que pensemos naquela distante época histórica.

O autor do livro é francês, isto é, do país que desempenhou na Idade Média um papel nuclear, haja vista a imensa quantidade de estudantes universitários de todas as nações européias que se deslocavam para Paris a fim de participarem dos estudos e das discussões filosóficas e teológicas ali existentes. Um movimento ecumênico autêntico. Por que autêntico ? Porque era espontâneo. E não dirigido, programado, forçado, do modo como hoje em dia muitas vezes se faz, a saber : colocando atabalhoadamente, em um mesmo lugar reunidas, pessoas de crenças diferentes, como se a simples proximidade epidérmica fosse capaz de gerar, por si mesma, um melhor entendimento entre os homens.

Ora, apesar da grande cultura, geral e filosófica, da fina erudição, apesar de ser filho do país que tanta importância teve naquela época, ou talvez por causa disto mesmo, Alain de Libera não transmite ao leitor o mesmo entusiasmo que podemos sentir ao ler outros modernos autores não-franceses, como por exemplo:o americano James J. Walsh (“The Thirteenth, the Greatest of Centuries” ) e o judeu alemão Egon Frieddel ( “A Cultural History of Modern Times” ).E este segundo exemplo se torna ainda mais curioso quando se leva em conta que os judeus não tiveram na Idade Média uma vida muito cômoda. Sendo uma sociedade cristã convicta e não por mera rotina, a gente do Medievo dificilmente perdoava o povo que havia crucificado Jesus. Mas, existe também entre os modernos um judeu francês , Gustave Cohen, autor do livro : “La grande clarté du Moyen Âge”, obra que termina com as seguintes palavras que nos deviam fazer refletir bastante:

“Les tenèbres du Moyen Âge ne sont que celles de notre ignorance.”

Em vernáculo: “quem afirma que a Idade Média foi uma Idade de Trevas, está passando para si mesmo um atestado de sombria incultura.”

Em português pode ser lido com bom proveito o pequeno livro da historiadora Régine Pernoud: “IDADE MÉDIA – O que não nos ensinaram”, editora AGIR, 1979.Talvez possa ser encontrado em um sebo, mas vale a pena o esforço da procura.


O Papa.


Hoje de manhã, fazendo uma caminhada, de repente me lembrei de um comentário de Leon Bloy sobre o Papa. Dizia o Peregrino do Absoluto :
“Qualquer católico pode – e talvez, quem sabe, em certas ocasiões até mesmo deva – criticar alguma específica atitude do Papa, desde que, logo em seguida, declare claramente sua integral obediência ao Sumo Pontífice, ao sucessor de Pedro.”


posted by ruy at 10:38 da manhã

26.7.03

 
Dia dos Avós.


Hoje, 26 de julho, a Igreja festeja Santa Ana e seu marido São Joaquim, pais de Nossa Senhora e, portanto, avós do Menino Jesus. Antigamente cada um deles tinha um dia próprio no calendário litúrgico. Mais recentemente, deu-se a feliz junção das duas festividades.E portanto, não sem motivo, hoje é o Dia dos Avós.

Para prestar a minha homenagem a esses casais “mais antigos”, vou tentar resumir a história de um filme a que assisti há muito tempo. Trata-se do filme : “The Reivers” , estrelado pelo saudoso Steve McQueen, com enredo baseado em um romance de William Faulkner, cenário:uma fazenda do Sul dos Estados Unidos no início do século XX.

Dois rapazes da fazenda, um branco e um preto, muito amigos um do outro, resolvem dar uma escapada até New Orleans, usando o carro do patrão. Junto com eles vai, também escondido, um menino de uns 8 a 10 anos, filho do dono da fazenda.Depois da algumas peripécias, sem que nada de mal aconteça à criança, os três aventureiros (o nome do filme no Brasil foi mesmo este: “ Os Aventureiros” ) retornam, sãos e salvos, à fazenda.

O pai do menino, furioso com o acontecido, pega o filho pelo braço, leva-o para o sótão da casa, tira-lhe a camisa, coloca-o em posição inclinada, com as mãos da criança sobre um móvel, segura um largo cinto de couro e se prepara para aplicar uma boa surra nas costas do menino.

Mal levanta o braço forte, eis que de repente surge o avô do garoto, segura firme o pulso do pai enraivecido e impede a execução do castigo. O pai protesta com veemência :
- Quando eu era menino o senhor me batia !
Ao que o avô responde de pronto:
- É verdade, mas naquele tempo eu não enxergava as coisas que hoje enxergo !

Pois é, hoje o Ruy Maia Freitas enxerga muita coisa que não enxergava quando era moço...
O ser avô, o ser “vovô” nos ensina muito, muito mesmo.


As leitoras, neste momento, certamente estarão pensando: “e as avós ? Seu filme fala apenas no avô ...”
Bem, as mulheres levam uma enorme vantagem sobre nós. Elas aprendem mais rápido. Não precisam esperar tanto tempo para enxergar o essencial !


Santa Ana e São Joaquim, rogai por nós !



posted by ruy at 4:55 da manhã

25.7.03

 
Algumas reflexões esparsas.


(I)- O mistério, no sentido ontológico, digamos: “Chestertoniano” da palavra, não existe para ser investigado , mas, sim, para ser contemplado com os olhos serenos da inteligência, e não com os olhos nervosos da curiosidade inquieta.

(II) – Lembrando o que está em um dos muitos bonitos versos de Bilac : “a beleza, irmã gêmea da verdade” , direi que uma das marcas da autenticidade da Igreja é a tradicional beleza de sua liturgia solene, de seu magnífico ritual, ao som místico do canto gregoriano. Porém, essa marca só pode ser percebida pelas pessoas que têm grande sensibilidade para o belo (uma observação bem relevante: quando eu digo: Igreja, entenda-se a Católica, Apostólica e Romana, isto é: a que é universal, que procede da sucessão dos primeiros apóstolos e que tem sua sede na cidade em que Pedro fixou residência antes de ser ali martirizado).

(III) – “Extra Ecclesiam nulla salus.” Não existe salvação fora da Igreja. Esta frase, que surgiu nos primeiros séculos do Cristianismo, sempre provoca urticárias nas pessoas desinformadas. O leitor não-católico pensa imediatamente nesta palavra : “intolerância”.
Ora, quem analisar de cabeça fria acaba entendendo que, se de fato houver intolerância – e ela deve existir mesmo ! – deve ser contra o erro, contra a mentira. No que toca às pessoas, a misericórdia de Deus é que sabe quem será salvo.Contam da vida de Santa Gertrudes, grande mística medieval, que certa vez o Senhor lhe teria dito estas misteriosas palavras: “Não me perguntes o que fiz com Judas para que não abuses de minha misericórdia.”

(IV)- Manda a boa regra de redação que os escritos científicos, as teses literárias e outros trabalhos semelhantes, ao fazerem importantes afirmativas categóricas, devem citar rigorosamente as fontes de onde foram colhidas tais referências. Com muito mais razão isso vale quando escrevemos sobre temas religiosos.Se eu digo: “vária encíclicas da Igreja dizem isso ou aquilo”, imediatamente sou obrigado – por dever de honestidade – citar, dentre a pletora de encíclicas existentes, quais exatamente dizem aquilo que afirmei, incluindo capítulos, itens, parágrafos etc. O mais seguro é não sacar intempestivamente...
.
(V)- Minha mulher costuma dizer (e ela está certíssima ):

numa discussão, o primeiro que levanta a voz é quem está sem razão.

Ora, além do “que levanta a voz”, acho que poderíamos também dizer: o primeiro que utiliza palavras pesadas e agressivas contra o outro, ou o primeiro que faz comentários irônicos e mordazes contra o outro.
[Antigamente, isso era chamado: falta de educação.]


A morte do avô.

Frase que li na Internet: “Queria morrer como o meu avô: dormindo e tranqüilo, e não gritando como os 40 passageiros do ônibus que ele estava dirigindo.”


posted by ruy at 10:50 da manhã

24.7.03

 

Nossa Senhora na Igreja.


Uma das passagens mais dramáticas, mais bonitas e, ao mesmo tempo, riquíssima em conteúdo teológico é a que se dá no encontro de Nossa Senhora com sua prima Santa Isabel, fato narrado pelo evangelista São Lucas, médico e , como tal, minucioso em suas descrições.
Ao ser saudada pela mãe de São João Batista, a Virgem, em resposta, entoa o maravilhoso “Magnificat”, cântico profético (não é sem motivo que uma das invocações da Ladainha em louvor à mãe de Nosso Senhor é “Regina Profetarum”, Rainha dos Profetas ).

Em certo instante daquele cântico, Maria diz : “Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.” Note bem o leitor: todas as gerações, ou seja: enquanto durar este mundo.

Ora, durante todos esses séculos que se passaram desde aquele discreto encontro de duas mulheres em um perdido recanto da Palestina, onde – pergunto – onde, em que grupamento humano, aquela proclamação, afirmada profeticamente por Nossa Senhora vem sendo diuturnamente verificada ? Estamos pensando nos cantos de louvor entoados por multidões de pessoas simples, versos singelos em que a fé, sem pretensiosos e complicados raciocínios cartesianos, junta-se à espontânea nobreza do sentimento filial.Multidões que acorrem a Lourdes, Fátima, Aparecida e outros santuários, para pedir, agradecer e louvar. E mesmo quando não atendidas em seus pedidos, as pessoas que vão àqueles lugares de peregrinação jamais deixam de retornar a seus lares com o coração pacificado.

Estamos pensando no belíssimo, solene e melodioso Salve Regina , cantado em milhares de mosteiros, conventos, seminários, casas de retiro; entoado, em tom gregoriano, no sóbrio e preciso latim, isto é, na língua que serviu à expansão do Império Romano, esse instrumento usado pela misteriosa misericórdia divina para facilitar a expansão da Boa Nova. Deus se vale do orgulho, da pretensão humana para tecer o majestoso tapete da história.

Deixada ao improviso das almas simples, essa devoção à Santíssima Virgem tenderia – como infelizmente algumas vezes ocorre – aos sincretismos grosseiros, à falta de decoro e de beleza, a uma piedade superficial, atitudes não dignas para nos dirigirmos à Mãe de Deus . Seria preciso a mão firme de uma mãe zelosa – “Mater et Magistra - para conservar, para defender, ao longo dos séculos, a piedade autêntica. Sendo nós homens e não anjos, esse maternal zelo amoroso precisa se manifestar de modo sensível, em uma instituição que se faça observável, palpável em suas exigências de disciplina e de obediência, mesmo ao risco de eventuais mal-entendidos.Se nos deixarmos dominar por uma orgulhosa auto-suficiência, não aceitaremos tais necessárias exigências de disciplina e de obediência.

Em resumo: é na Igreja que o culto a Nossa Senhora cumpre plenamente o profetizado a Santa Isabel ! Ave, Maria !


São João Batista, o senhor que estremeceu no ventre de sua mãe Isabel quando ela recebeu a visita da Virgem, isto é, daquela que recém dissera o obediente “Fiat” à encarnação do Verbo de Deus , rogai por nós !



posted by ruy at 5:47 da tarde

23.7.03

 

Sobre a Igreja.


Meu amigo Magno Stavacca Jr., que é como um irmão para mim, publicou em seu “blog” Olhando o Mundo um “post”, bem oportuno, em que ele fala sobre a Igreja, ou melhor dizendo: sobre o mistério da Igreja. É preciso alertar o leitor não acostumado com certo uso da palavra “mistério” que, em nosso caso, isto é, no que toca à visão do Magno e à minha própria, estamos ambos sintonizados com o ponto de vista Chestertoniano referente àquela palavra. Mas, passemos a vez ao Magno e seu “post” do dia 18 de julho deste ano.


A Igreja .

(Magno S. Jr.)

Trafega pela Internet uma pletora - a palavra é esta mesma, sem exagero : uma pletora – de mensagens edificantes, quase todas com belas imagens coloridas, algumas, piedosas, representando anjos ou o próprio Crucificado, várias com agradáveis músicas de fundo, mensagens essas que procuram difundir entre os Internautas um cordial incentivo à boa convivência com as demais pessoas; incentivo ao respeito que devemos ter pelos amigos; à importante atenção que devemos dar à natureza; à nossa obrigação de sermos gratos a Deus pelo dom da vida; ao otimismo que convém mantermos diante das diferentes dificuldades que encontramos no mundo, e vai por aí.Dificilmente poderemos achar alguém normal, isto é, alguém que saiba distinguir o que é moralmente certo e o que é moralmente errado, que discorde do conteúdo de qualquer uma dessas mensagens.

Em um dos recentes emails que recebi, o remetente enviava um texto a que ele deu este título: “Outros Dez Mandamentos.” Acho que o autor do título não refletiu dez minutos sobre a impropriedade da frase, sendo impropriedade o mínimo que podemos dizer sobre ela...Nem cheguei a abrir o tal anexo.Ora, essa particular mensagem abre caminho para o parágrafo seguinte.

Faz alguns anos, um padre alemão há muito radicado no Brasil contou-me que certo professor dele no seminário europeu tinha sido missionário na África. Certa vez, ao tentar ensinar a um preto velho os dez mandamentos, o nativo africano lhe disse isto: “padre, tudo isso eu já sabia; só não sabia numerar de 1 a 10.” Esse fato ilustra bem a existência – negada por muitos maus filósofos – da chamada Lei Natural, essa misteriosa lei inscrita na natureza humana, que nos diz, no fundo do coração, como devemos proceder em nossa vida, como deve ser o nosso agir .Pois bem, no que toca a isso, o cristianismo, mais precisamente, o Evangelho, não nos trouxe maiores novidades, salvo a de um estilo novo, uma atitude de respeito muito mais profundo aos antigos mandamentos. Porque a nova mensagem, aquela que a nós foi entregue há vinte e um séculos pelo próprio Verbo de Deus encarnado, é essencialmente uma mensagem de salvação, libertando-nos da negra solidão da desesperança, dando um sentido integral à vida humana. Eliminando para sempre o terror da morte.Não é uma mensagem que simplesmente fixe regras para um excelente “bom comportamento”, para estar de bem com a vida.

Inclusa nessa mensagem está a existência de uma Igreja, a “Ecclésia”, isto é, a grande assembléia de todos aqueles que, através do séculos, vêm aceitando docilmente, integralmente a mensagem trazida pelo Cristo.

Coincidentemente, uma das interessantes mensagens que costuma circular pela Internet nos fala sobre as terríveis “mães más”, aquelas que, exigindo deles uma larga lista de atitudes moralmente corretas, na verdade protegem seus filhos de traiçoeiros perigos existentes na vida. Ora, para o cristão católico, a Igreja é Mãe, aliás: Mãe e Mestra, “Mater et Magistra”, conforme diz o título de uma das primeiras encíclicas do papa João XXIII. Será que nos lembramos sempre dessa “mãe má” que recebemos ao ser batizados ? Ou a consideramos como se ela fosse uma instituição apenas humana, sem nenhuma transcendência, sem nenhum mistério ? É assim que a julgamos quando nos referimos à Igreja ?

Um detalhe muito importante: do mistério da Igreja fazem parte os escândalos; escândalos de papas, bispos, padres e católicos medíocres (ai de nós...).



posted by ruy at 4:17 da tarde

22.7.03

 
Firmeza ou rigidez ?


Creio que já citei umas duas vezes estes versos do poeta mineiríssimo e também universal Murilo Mendes.Mas, vou cita-los mais uma vez como preâmbulo do que virá depois na seqüência deste “post”.
“Senhor, minha prece se faz
Em termos exatos :
- Que os maus sejam bons,
E os bons não sejam chatos.”


A pregação evangélica, isto é, o anúncio da Boa Nova trazida pelo Cristo não elimina as permanentes exigências morais que foram fixadas para sempre nos Dez Mandamentos da Lei de Deus. Pelo contrário, o próprio Senhor Jesus por diversas vezes deixou bem claro que todos os preceitos da Lei têm que ser fielmente cumpridos.

Entretanto, em que pese essa clara firmeza com que precisamos cumprir a obrigação moral autêntica, cumpre não confundirmos isso com uma rotineira e fria obrigação legal, com um modo de agir tão rígido que eventualmente possa nos afastar da lei maior da Caridade.

Toda analogia é pobre, é insuficiente para nos ensinar de modo perfeito qualquer tipo de verdade. Porém, mesmo, correndo o risco dessa insuficiência, demos aqui o exemplo prosaico de uma dieta. Hoje existe uma geral preocupação com o nível de colesterol em nosso aparelho circulatório. A maioria das pessoas controla sua alimentação de modo que aquele nível não ultrapasse um certo valor. Ora, suponhamos que eu esteja fazendo esse controle. Se eu for uma pessoa de atitudes firmes, farei corretamente minha dieta, mas isso não me impedirá de, uma vez por mês, quem sabe, saborear um gostoso prato de espaguete ao suco. Mas, se meu tipo psicológico for do tipo rígido, aquela boa massa italiana está para sempre riscada do meu cardápio...

No que tange à defesa da nossa crença diante dos ataques que a toda hora, direta ou indiretamente, acontecem na sociedade moderna – uma sociedade laicizada, secularizada - podemos também adotar uma destas duas atitudes : firmeza absoluta na apologia dos princípios e da doutrina em paralelo com uma paciente caridade com os que nos provocam, ou uma rígida posição de polemista, esquecidos de que a Fé é, antes da mais nada, uma virtude teologal, uma Graça que recebemos da misericórdia divina, sem mérito algum nosso. Neste instante, releia o leitor os versinhos de Murilo Mendes.

Nestes últimos dias vêm ocorrendo virulentos ataques à Igreja desfechados por um inteligente escritor, jornalista impulsivo, polemista convicto, acompanhado por alguns de seus sequazes. Que fazer? Aceitar a provocação e entrar com total rigidez pessoal nessa briga, usando os recursos da Internet e da mídia? Ou mostrar de modo claro e, sobretudo firme, a quem estiver interessado, os lamentáveis equívocos, e mais que os equívocos, o emocionalismo desses pobres provocadores ?

No Evangelho há uma dramática passagem onde se contrasta a firmeza absoluta de Nosso Senhor na defesa dos princípios morais com a rigidez intolerante dos fariseus. Referimo-nos ao momento em que uma infeliz mulher, surpreendida em adultério, estava prestes a ser legalmente apedrejada.


Hoje, 22 de julho, dia de Santa Maria Madalena.

Santa Maria Madalena, rogai por nós !





posted by ruy at 1:18 da tarde

21.7.03

 
Do fundo da gaveta...


Atendendo a um gentil pedido de R..., seguem algumas trovas escritas há muito tempo...

Acredito ser valioso
Este meu ponto de vista:
Antes rico e generoso,
Do que pobre e calculista.

Uma argola tão pequena
Tem efeito bem notável :
Esse teu brinco, morena,
Deixa-te mais desejável!

A verdadeira poesia
Enxerga sempre a verdade,
Não se perde em fantasia,
Não foge à realidade.

Não adianta refletir,
Pense o que você quiser,
Jamais irá conseguir
Interpretar a mulher!

Bem volúvel é o conceito
Que a gente faz da vaidade:
Se no homem é defeito,
Na mulher é qualidade !

Em ziguezagues nervosos,
A formiga faz lembrar:
Quantos homens operosos
Agem muito sem pensar.

Ouro Preto, és a prova
Da constância do passado,
Que cada vez se renova
Quando por nós é lembrado.


Hoje vou dar, preciso dar a palavra a Davi...


“Asperges me Dómine hissópo, et mundábor; lavabis me et super nivem dealbábor.
Miserére me Deus, secundum magnam misericordiam Tuam !”



posted by ruy at 12:58 da tarde

 

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