Despoina Damale

Um pequeno oásis para os amigos





Arquivos:





Fale Comigo

20.7.03

 
O insidioso perigo da televisão.


Quando se fala no perigo da televisão, as primeiras coisas de que nos lembramos são, possivelmente, estas :
- os programas pornográficos a que eventualmente as crianças podem assistir;
- as novelas cheias de mau gosto ou que apresentam de modo tolerante certas aberrações contra a natureza;
- os tais “desafios provocantes” no estilo do “Big Brother Brasil” ;
- os programas ruidosos e grotescos como os conduzidos pelos Faustões, Gugus, Ratinhos e outros animadores semelhantes;
- os filmes que exibem cenas de violência ou de sexo explícito;
- as entrevistas de pessoas que defendem erradas doutrinas políticas ou que se posicionam contra os valores que as pessoas normais tradicionalmente respeitam;
- a transmissão de músicas, ditas “populares”, agressivamente ruidosas e cantadas por cantores com trejeitos ridículos ou pouco decentes.
A lista feita acima, “ao correr da tecla”, poderia talvez ser aumentada; porém, é provável que, se não estivermos bem prevenidos, nela não incluiremos o perigo insidioso da televisão.

Indo ao dicionário – que, segundo dizia o saudoso professor Gladstone Chaves de Melo, devia ser chamado: “pai dos inteligentes “, e não “pai dos burros”, conforme é vulgarmente denominado – indo, pois, ao “pai dos inteligentes”, encontramos estas definições:
“Insídia,s.f.Emboscada; estratagema; perfídia.” Pois é nisso que estou pensando.

Tecnicamente muito bem feitos, há entre os programas de televisão certos relatos de viagem a diversos países do mundo, relatos que seriam como um colorido e provocante incentivo ao turismo naqueles países visitados pelos narradores, sendo estes pessoas, em geral, bem simpáticas e dotadas de agradável dicção. De permeio com os relatos, são passadas ao telespectador, despreocupadamente sentado em sua sala ou deitado em seu quarto, informações sobre fatos de épocas remotas, dados sobre a vida e os ditos supostamente falados, os feitos supostamente realizados por notáveis personagens históricos: reis, filósofos, cientistas, artistas, papas, guerreiros etc.

A pessoa que assiste a esse tipo de programa e que, em geral, não está acostumada a fazer turismo, ao mesmo tempo que se delicia ao ver tantas e tão exóticas bonitas paisagens, tantas pitorescas cidades de países distantes, vai recebendo aquela pletora de informações como se elas fossem a mais pura verdade. E, de repente, alguém a quem muito estimamos chega diante de nós e diz com um sorriso inocente: “Ruy, você sabia que São Bento era um grande bebedor de vinho, que ele, ao beber, enchia a boca e dizia que devíamos saborear a sabedoria contida no vinho ?”

Com atitudes desse tipo, a sabedoria de um São Bento e de muitos outros santos, de filósofos, poetas, artistas e de muitos outros acaba ficando desconhecida, já que dá muito mais trabalho procurar e ler, demoradamente, os livros sérios, onde a genuína verdade pode ser lida e assimilada, muitíssimo mais trabalho que ficar passivamente sentado diante da brilhante tela colorida...


Um pedido muito especial aos leitores deste blog :

Por favor, alertem seus parentes, amigos e conhecidos sobre esse insidioso perigo da televisão ! Por favor !
Grato. Ruy.




posted by ruy at 12:36 da tarde

19.7.03

 
De volta a duas provocantes perguntas.


De vez em quando as circunstâncias em que vivemos nos levam de volta ao encontro de duas perguntas que me parecem típicas na vida de um cristão. Creio que já falei sobre as duas, mas peço que o leitor não se zangue se vou citá-las mais uma vez...

A primeira é a mesma que foi feita por São Judas Tadeu, e que praticamente ficou sem resposta. Afinal, ela tinha sido feita ao Verbo de Deus encarnado.Ora, o silêncio de Deus faz parte essencial de seu inefável mistério.

Muitas vezes, habituados, ou às vezes viciados, com um certo “cartesianismo” que gosta de explicar tudo baseado em deduções do tipo: “A + B = C, logo...” , esquecemo-nos da existência do mistério. Nessas horas do profundo silêncio, da incômoda ausência de resposta, seria sempre bom lembrarmos a sábia reflexão de Chesterton sobre o mistério: ele é como o sol ao meio dia; não podemos encará-lo, porém é em sua luz que vemos todas as coisas.

A outra pergunta é a que foi feita por São Paulo na estrada de Damasco, pergunta aquela que ficou plenamente respondida pelo Senhor. Convém lembrar, mais uma vez, que Saulo era fariseu convicto e, como tal, honesto, firme em suas atitudes. Quando ele fez a pergunta a Nosso Senhor, estava pronto para ouvir e cumprir o que viesse na resposta. O problema nosso é que nos falta a mesma disposição interrogativa do Apóstolo e, pior, não temos a sua mesma coragem para cumprir o que nos é ordenado...


A essencial importância da alegria.


Este segundo item do nosso post de hoje, ainda que não pareça, está intimamente conexo com o item anterior. É quase como uma conseqüência dele. Por quê ? Porque se aceitarmos toda a verdade que está subjacente àquelas duas perguntas, poderemos pacificar nosso inquieto coração. Com essa paz – muito diferente daquela demagógica, falsa paz apregoada pela TV – podemos reencontrar a essencial alegria. O processo não é fácil. Como o mesmo Chesterton escreveu, é um processo difícil, tão trabalhoso quanto a agricultura. Mas, é ele que devemos colocar em execução.


posted by ruy at 1:51 da tarde

18.7.03

 
Algumas trovas Marianas.


Rogando à Virgem Maria,
Por Cristo somos providos;
A Mãe tem tal honraria
Que o Filho atende aos pedidos.

O vosso nome aclamado,
Rainha nossa no Céu,
Confirma o profetizado
Na fala a Santa Isabel.

Cobri-nos com vosso manto.
O’ Virgem Nossa Senhora,
Fazei-nos sem mais demora
Fiéis ao Espírito Santo.


Espantoso mistério !


Sempre me espanto com o fato de haver uma enorme, uma fabulosa quantidade de pessoas – muitas das quais inteligentes e de razoável cultura – que se dizem cristãs porém nunca param para contemplar, para refletir seriamente sobre a solene frase com que o Cristo disse a Pedro que este era a pedra sobre a qual a Igreja seria edificada. Nem igualmente refletem sobre a tríplice cobrança do amor de Pedro – como a compensar a tríplice covardia havida antes da Paixão – cobrança que Jesus, agora ressuscitado, faz ao inquieto apóstolo, seguindo-se a clara e forte advertência dirigida ao mesmo Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas! ”
É um espantoso mistério que estas duas dramáticas passagens do Evangelho não recebam daquelas pessoas, ditas cristãs e supostamente inteligentes, a necessária atenção !


Anedota antiga.


“Chovia a cântaros no Rio de Janeiro e o português resolveu tomar o primeiro ônibus que passasse para se abrigar da chuva.
O coletivo estava totalmente vazio e o nosso amigo acomodou-se na 3ª fila.Cinco minutos depois, o motorista olhando pelo retrovisor, notou que uma goteira caia exatamente na cabeça do português. Intrigado, virou-se e perguntou:
- Porque o sr não troca de lugar ?
O nosso herói, fazendo cara de deboche para com a "burrice" do motorista, respondeu:
- Trocar com quem ? ”

(entre aspas por que está transcrita do jeito que me foi enviada, pela Internet, por um amigo, um bem humorado gaúcho).


posted by ruy at 5:46 da manhã

17.7.03

 
Uma promessa muito séria.


Recebi hoje de manhã certa mensagem de uma pessoa muito especial, muito querida e, em decorrência do que ali estava escrito, fiz uma séria promessa à pessoa que o escreveu, a saber: prometo, tanto quanto for possível (porque haverá ocasiões especiais em que a promessa não possa mesmo ser integralmente cumprida...), prometo procurar escrever de modo mais alegre, de bem com a vida !
Está bem assim, R... ?


Gentilezas.


O fazer uma gentileza não significa que aquele que a faz seja um fraco, nem muito menos um efeminado. A gentileza é um sinal do respeito que o outro merece de nós, mormente se esse outro for uma filha de Eva.
Conheço um senhor que em certa época (bem mais tranqüila que a de hoje) morou na Palestina, na cidade de Gaza. No lugar, cuja população era de maioria muçulmana, havia certa minoria de famílias cristãs. Ora, segundo conta esse meu amigo, era fácil identificar, entre os casais encontrados nas ruas, qual era o par cristão e qual o par muçulmano.No casal cristão, marido e mulher caminhavam lado a lado; nos outros, a mulher vinha sempre atrás.
É de notar como diferentes visões religiosas do mundo geram esses diversos modos de tratamento do nosso próximo.
Estas reflexões me foram inspiradas por quatro fotografias estampadas na metade inferior da primeira página do jornal Globo de ontem (16/jul/03).


Francisco Franco.


O nome aí em cima provoca urticárias no pessoal de Esquerda. Afinal, foi o General Franco quem derrotou as forças comunistas na Guerra Civil espanhola, tornando-se ditador daquele país. Segundo a opinião de analistas imparciais, se não fosse Franco, a Espanha teria sido subjugada por Stalin. E com a Espanha, Moscou teria o controle sobre o mar do Norte e sobre o Mediterrâneo. Portugal, em seguida a França e logo a Europa inteira ficaria escravizada sob o regime socialista. Porém, neste instante não desejo me ater a polêmicos aspectos geopolíticos. Quero apenas lembrar certo detalhe histórico.
Durante o regime de Franco, o príncipe Juan Carlos, herdeiro do trono espanhol, esteve resguardado. Teve excelente educação; além de crescer culturalmente, destacou-se como saudável esportista. Quando a ditadura terminou, a Espanha pôde contar, no governo, com a presença de um rei moço porém amadurecido.
É esse mesmo rei a pessoa que, em uma das 4 fotografias a que acima me referi, aparece fazendo elegante gentileza a uma senhora estrangeira que estava visitando a terra de Cervantes e de Santa Tereza D’Ávila.





posted by ruy at 11:22 da manhã

16.7.03

 
O perigo mais traiçoeiro.

.
O leitor que olhar o título deste post pode ficar imaginando várias possibilidades.
Pode pensar, por exemplo, que o tal perigo seja o de sermos de repente mortos pela famosa “bala perdida”, essa infeliz assassina de tantas pessoas nas grandes cidades; não passa dia sem que apareça nos jornais uma notícia sobre esse tipo de morte estúpida e deprimente, ou mesmo revoltante.

Pode pensar na leitura de um exame de sangue que nos surpreende informando-nos que somos portadores daquela doença que há séculos desafia a medicina, aquele mal que chega silencioso e, quando descoberto, ri zombeteiro da parafernália que a ciência e a tecnologia criaram, na vã tentativa de obter a tão desejada cura.

Pode imaginar que seja o escorregar em uma prosaica e pequena casca de banana que alguém mal educado deixou cair na calçada. Já houve o caso de um famoso equilibrista francês que, depois de haver desafiado o abismo do Niágara, veio a morrer em decorrência de um tombo provocado por um infeliz escorregão desse tipo...

Pode imaginar o repentino despencar de um velho elevador instalado em certo prédio bem antigo, como ainda há tantos mesmo no centro das maiores cidades; prédios que continuam sendo usados por escritórios, médicos, advogados, e até mesmo tradicionais alfaiates.

Pode lembrar-se de vários nervosos engasgos que já teve, com espinho de peixe, com farofa, ou até mesmo engolindo banais drágeas medicinais; engasgos que tiveram por perto o providencial tapinha nas costas dado por um amigo ou uma pessoa da família.


Pode lembrar-se do velho, bem conhecido enfarte, causa de tantos falecimentos inesperados e que, apesar dos modernos recursos de que dispõem os médicos, ainda continua fazendo suas inconvenientes gracinhas.

De fato, a pequena lista que acima fizemos não esgota a possibilidade dos perigos que nos rondam. Porém, hoje de madrugada, insone, fiquei pensando naquele que talvez seja o mais traiçoeiro perigo em nossa vida. Digamos logo o nome dele: o nosso ego, o nosso apego ao eu, o nosso amor-próprio, que não deve, de forma alguma, ser confundido com o bom – e necessário – amor de si próprio , em espírito de verdadeira caridade.

Qualquer um de nós, mesmo com as mais nobres intenções, mesmo que conheça – e conheça bem – a reta doutrina cristã, qualquer um de nós, de repente, escorrega e cai nessa armadilha do eu... Ela é super traiçoeira...
É muito melancólico reconhecer isso, mas é verdade...O Ruy não faz mais que sua obrigação ao escrever isso neste post. Miserere mei Deus, secundum magnam misericordiam Tuam.


Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós que recorremos a vós !




posted by ruy at 6:50 da manhã

15.7.03

 
Voltando ao sonho.


Tomei hoje conhecimento de um ótimo artigo da socióloga Maria Lúcia Victor Barbosa, intitulado: “Pobre Classe Média”.Pelo que já ouvi contado por meu avô e por meus tios, tudo o que aquele artigo nos conta é mesmo verdade; são coisas boas que já aconteceram em nosso país, fatos do passado e que, por isso mesmo, hoje causam compreensíveis saudades na autora do referido texto.
Ora, embora concordando com Da. Maria Lúcia quando ela diz que aquele tempo era melhor que o de hoje, não posso deixar de fazer uma ressalva. Já naqueles dias, digamos assim: “mais pacíficos”, não existia, no Brasil e no mundo, aquele maravilhoso consenso que durante mil anos existira naquela que um dia se chamou : a Cristandade.
No dia 10 deste mês editei um post com algumas reflexões avulsas. Uma delas é a que vou transcrever a seguir:

VII)- Um sonho: que as famílias, cada família rezasse junta. Não se trata de carolice, mas, sim, de uma questão de justiça: dar ao Cristo a devida prioridade. E, ao mesmo tempo, esconjurar o grande Inimigo de todos nós.

Nós nos queixamos – e com razão – do aumento do nível da criminalidade nas grandes cidades do nosso país. Nós nos queixamos – e com razão – da existência de escancaradas aberrações contra a natureza (lembram-se da Parada Gay ? ) . Nós nos queixamos – e com razão - da decadência do ensino, em todos os níveis escolares. Nós queixamos – e com razão – das escandalosas corrupções envolvendo o dinheiro público. Nós nos queixamos – e com razão – da péssima qualidade da maior parte dos filmes do cinema e dos programas da TV. Nós nos queixamos – e com razão – da absurda inversão de valores que consiste nos salários elevados de um jogador de futebol contrastando com minguado ordenado de uma professora do primeiro grau. Tudo isso é de fato motivo para uma justa e amargurada queixa.

Entretanto, existem outros motivos para amargas queixas, desta vez queixas silenciosas, ausentes na mídia.Referimo-nos aos desencontros, às discussões, às agressões verbais, aos ressentimentos que melancolicamente existem dentro das casas de família. Quem sabe se muito do que ocorre na sociedade dos homens não será causado, ou no mínimo condicionado, pelos ocultos problemas que entristecem tantos lares, no Brasil e no mundo ?

Bem, agora proponho uma pergunta que, neste instante, me parece a mais necessária, a mais importante a ser feita:

- quem de nós pode assegurar que não haja nenhuma correlação entre o não existir aquela eminente prioridade que deve existir dentro da família e o generalizado e confuso estado em que as coisas se encontram na sociedade? Um estado de coisas que bem merece aquele comentário do infeliz príncipe da Dinamarca:

“How out of joint are the times...”


posted by ruy at 4:22 da manhã

14.7.03

 
Um post curto, para agradecer a quem me enviou a oração.

Oração do Amigo.



Senhor, Olhai pelo meu amigo!
Que as pedras sejam removidas do seu caminho,
Que tenha forças para carregar seus fardos,
Que encontre coragem para resistir ao mal,


Que possa ver o amor em todos os seres,
Que seja abraçado pela lealdade,
Que encontre conforto e saúde se estiver doente,
Que seja próspero e saiba partilhar,


Que tenha paz cobrindo seu espírito,
Que sua mente obtenha os conhecimentos,
Que use sabedoria para aplicá-los,
Que saiba distinguir o Bem do mal,
Que tenha Fé para manter-se forte na dor.


Senhor,
Olhai pelo meu amigo!
Protegei cada passo que ele der,
Que a cada novo dia ele aceite o novo,
Que saiba alegremente comunicar novidade.


Que Vos sinta em todos os momentos
E que tenha o Vosso colo por toda a Eternidade.



posted by ruy at 5:45 da manhã

 

Powered By Blogger TM